domingo, 3 de março de 2013

Entendendo uma Cesárea - By Anne Karol

Olá queridos leitores, talvez a essa altura, eu esteja já com meu segundo filho no colo, bem possível ou talvez falte bem pouco para esse momento.

Sou 2ª gestação com 1ª gestação PC há exatamente 3 anos, na primeira gestação minha GO me informou que eu não teria condições de ter o PN (via vaginal), uma vez que eu não tinha passagem, meu liquído estava diminuído, o Gabriel ser um bebê grande (3700 gramas pelo US realizado com 37 semans e 4 dias), ok, foi então que eu me senti frustrada, chorei quando sai do consultório com a data marcada para conhecer meu primogênito, mas o que eu poderia fazer naquela altura do campeonato?! Muita coisa não é mesmo? Mas naquele momento o que eu mais queria era aceitar aquela situação e conhecer meu filho e foi isso que fiz (minha gestação inteira convivi com a expetativa da possibilidade do meu bebê ser SD e isso me impediu de curtir uma gravidez tranquila, confesso), tudo isso devido um laudo errado da US de TN, realizada com 13 semanas e depois mesmo que especialistas tentassem me convencer de que as chances eram minímas, a pulga insistia em permanecer ali, não que isso fosse um problema, mas pelo menos para mim seria um novo mundo e eu lia muito para me preparar caso tivesse que encarar isso tudo. Por fim Gabriel nasceu sem nenhuma Síndrome, de parto cesáreo, com 38 semanas e 3 dias de gestãção. Caso queiram ler o relato do meu parto, clique aqui.

Nessa segunda gestação eu fiquei de repouso logo no início da gestação, devido a descolamento de placenta, segui as orientações da minha ginecologista e tudo correu bem, o repouso foi de apenas 2 semanas, além da progesterona, o segundo trimestre transcorreu muito bem, consegui até completar o enxoval do Rafa em uma viagem ao exterior e passamos pela experiência de nos afastarmos por mais de uma noite do nosso primogênito, que ficou super bem na casa da vovó materna. Já no terceiro trimestre, outro susto e novamente prescrição de repouso, só que dessa vez o risco de um parto prematuro fez com que o repouso fosse absoluto, tomei as injeções de corticóide para amadurecer o pulmão do Rafa e novamente comecei a fazer uso de progesterona, e cá estou até a data que escrevo esse post, faz alguns dias que fui liberada para o repouso intermediário e isso foi um grande avanço para a minha saúde mental, sem contar com o fato que tenho um meninão de 3 anos, nada fácil, mãe em repouso e criança não combinam definitivamente. Como pode-se perceber essa segunda gestação também não foi daquelas que ouço as vezes falarem, tranquila, serena, pelo contrário, as preocupações, angústias, e medos me acompanharam bem de perto.

Com isso, deixei de priorizar o parto que eu mais desejaria ter, e passei a dar preferência única e exclusivamente a saúde minha e principalmente do bebê, gastei tempo pesquisando por UTIs Neonatal em que eu pudesse ficar mais tempo com meu filho caso ele resolvesse mesmo chegar antes da hora, pesquisei sobre as UTIs em que eu poderia fazer método canguru para amamentá-lo, pesquisei sobre os riscos de um prematuro, enfim, meus dias se resumiram a isso, nem preciso dizer que só fui começar a pensar no parto em si lá pelas 36, 37 semanas, embora nas consultas eu sempre perguntasse para a minha ginecologista sobre a possibilidade de tentar um PN após a cesárea e ela sempre deixasse claro que poderia perfeitamente ser possível, que esperássemos a hora e deixássemos as coisas acontecerem.

Pois bem, hoje, quando escrevo esse post (25/02), sinto contrações não ritmadas, e como nunca entrei até então em TP não sei bem o que esperar, sinto umas cólicas muito fortes, que vem a cada 30, as vezes 25, ora 50 minutos, isso é tudo que estou observando de diferente. Amanhã temos ultrassom pela manhã e no dia seguinte a consulta de rotina com 38 semanas cravadas, vamos ver se o Rafa espera até lá para chegar ou se vai se antecipar, rs. (marido em pânico, kkk)

Na última semana conheci uma doula super gentil e prestativa e pensei seriamente em contar com a ajuda dela na hora de eu parir, mas em conversa com meu marido, chegamos a conclusão que os riscos (moramos em uma cidade que é necessário deslocamento via balsa até chegar a maternidade), poderiam não compensar a nossa tentativa de entrar em TP em casa e aguardar até quase a dilatação total para irmos a maternidade, como nos orientou a doula e eu não me perdoaria nunca se algo acontecesse com o bebê. (pausa para cólica forteeeeeeeeeee), assim sendo, combinamos de deixar que as coisas aconteçam.

Ante a possibilidade da submissão a uma cesárea, resolvi pesquisar um pouco sobre a mesma, e por mais que eu já tenha passado por uma, me assusta o fato constatar que de fato são 7 camadas de pele envolvidas na cirurgia, e que ao total podem ser necessários 75 pontos, uau, isso que são pontos.

Mas o que é cesárea?

Cesárea é uma cirurgia abdominal executada para retirar o bebê quando o parto vaginal não é seguro ou possível. O médico faz um corte no abdômen e útero da mamãe para poder retirar o bebê.

http://aforcadecadadia.blogspot.com.br
A qualquer momento do TP pode ser detectado pelos médicos que o bebê entrou em sofrimento e não tolera mais aguardar o fim do TP, neste caso, parte-se para uma cesárea.

Para o procedimento é aplicada uma anestesia, que pode ser geral ou local, mais comum.

É necessário a permanência no hospital de 2 a 4 dias, dependendo da saúde da mamãe e bebê.

Recomenda-se fazer o repouso da quarentena adequadamente, principalmente não pegar peso, mas não se esqueça que segurar o bebê é absolutamente seguro, na verdade os médicos dizem que o peso máximo que se deve carregar é o do bebê, então esse é o limite, atente-se.

A primeira semana é a mais complicada, devido os pontos e algumas mamães reclamarem de ardência no corte, dor ao deitar, levantar, mas já na segunda semana, tudo tende a melhorar progressivamente.

Cesarianas podem ser necessárias e salvar vidas quando:

O TP é anormal ou ineficaz
Os batimentos cardíacos do bebê estiverem alterados.
Existir cicatriz uterina vertical, decorrente de cirurgia anterior.
O bebê estiver em posição anormal de TP.

Existem alguns riscos inerentes a cirurgia, dentre eles:

O corte realizado na cesárea pode enfraquecer aquela região.
Pode haver reação alérgica a anestesia.
Um vaso sanguíneo pode se romper ou ser cortado e provocar sangramento interno.
Pode-se desenvolver infecção.

Converse com seu médico, isso irá lhe tranquilizar.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1009195-entenda-como-e-feita-a-cesarea.shtml
Mas como aqui em casa ( pausa para cólica forteeeeeeeeee) não temos certeza de nada, o negócio é esperar mesmo e rezar para o nosso bebê nascer com muita saúde.

Grande beijo e até breve.

Fonte: http://materny.blogspot.com.br


Nota das Mamis: Para nossa alegria, Rafael chegou no dia 27 de fevereiro de 2013, de Parto Normal. Um lindo VBAC! Nossa amiga Anne foi guerreira e forte!! Muita saúde e felicidade para todos! Rafael é enorme, nasceu com 4460g e 52cm, e trouxe consigo muita alegria para a família da Anne!! =)

5 comentários:

  1. Parabéns para a Anne, que meninão heim??? depois volte para nos contar sobre esse parto .... Bjs

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  2. Anne amiga, parabéns pelo Rafa, que ele traga muitas alegrias pra você e sua família e que ele e o Biel sejam grandes amigos.
    Beijos!

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  3. Anne, entender a cesarea é o início de querer buscar o parto normal. e no fim você conseguiu! parabéns! bj

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  4. Por mais que o pós da cesárea seja mais complicado que o do PN, a cesárea vale muito a pena para evitar todo aquele sofrimento das contrações anteriores ao parto.

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  5. Bruna, não é bem assim. cesarea é uma cirurgia de médio a grande porte. dor no normal existe, mas ela é pior se você tiver medo dela, se você não se entregar. tem um livro que diz: o parto começa entre as orelhas, sem de tudo que você já escutou e viveu. ter um parto normal é a certeza de que é a hora do bebê nascer e de que você é forte e consegue viver essa experiência. =)

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