segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Minha Gravidez - by Jac Bagis (Mamis Convidada)

Bom dia queridos leitores!

Hoje mais uma vez recebemos a colaboração da querida Jac, contando como foi sua primeira gravidez! Lembram que ela já contou aqui como foi a sua segunda gravidez , que nasceu o fofinho Claudinho!

Obrigada novamente Jac, por compartilhar mais uma vez sua historia de vida! Esteja a vontade para colaborar com nosso blog sempre que desejar!

Beijos Alê


Jac e o filho Pedro tomando tererê em Campo Mourão/PR
"Quando uma mulher anseia muito por uma gravidez e essa não vem, só lhe resta a frustração, esperar e tentar outra vez. Assim se resumiu o tempo que aguardei ansiosamente pra engravidar do Pedro. Queria muito ter um filho. E depois de tantos testes darem negativo, resolvi deixar de lado e procurar focar em outras coisas, como voltar a estudar. E algum tempo depois descobri que estava grávida.
Foi uma festa em casa! A gente queria que todos soubessem e compartilhassem conosco desse, que era um momento único em nossas vidas. Eu me lembro que cheguei até a ligar para parentes distantes pra dizer que estava grávida (e ainda ouvir gente dizendo "E o keko?" rsrsrs). Mas eu não imagina o que estava por vir.

Depois de fazer todos aqueles exames que toda grávida faz quando começa o pré-natal e constatar que tudo estava bem, comecei a perceber que não iria curtir a gravidez como tantas outras grávidas. Algumas semanas depois tive o meu primeiro sangramento. E o médico que me atendeu já me preocupou: eu estava com hipertensão.

Ao retornar na minha obstetra e depois que ela me examinou, foi constatado que eu tinha toxemia gravídica  (que já foi falado neste post) e já foi recomendado diminuir o sal da comida e repouso. E passei a tomar um Ácido Acetilsalicílico Infantil diariamente para controlar a hipertensão. E a cada semana que se passava, fui piorando dos sintomas e cada vez que a pressão subia, meu nariz sangrava e por vezes a boca também, além de ter sangramentos e risco de aborto. Passei em 6 obstetras diferentes e nenhum deles sabia mais o que fazer comigo. Eu estava muito inchada: no 3º mês de gravidez parecia que eu estava com 6 meses. 

Minha prima Darliane, eu indo para o 4º mês de gestação, meu esposo Claudio e meu irmão Phelipe
Eu já estava no 6º mês quando o ginecologista da minha mãe (que tinha sido o meu quando eu era solteira), ao saber da minha condição se prontificou a acompanhar a minha gestação. Eu não tinha condições financeiras pra arcar o restante do pré-natal, hospital e parto porque ele era um dos médicos mais caros da região, mas Deus é Pai e preparou tudo para nós. A toxemia gravídica já havia evoluído para uma pré-eclampsia: a minha pressão geralmente estava em 16x12, eu tinha inchaço com edema, estava com as vistas muito embaçadas, dores de cabeça terríveis. Com o tratamento que ele me passou, minha pressão se normalizou e passei a fazer uso de diuréticos pois se eu não tomasse, não urinava.

Quando entrei no 8º mês, a pressão voltou a subir e não se controlava mais. Eu tomava o anti-hipertensivo 4 vezes ao dia e não adiantava. Minha comida era sem sal e ainda tomava água de pepino pra baixar a pressão. Já estava tendo contrações e tinha uma fissura na bolsa e estava começando a perder a visão pois enxergava tudo embaçado. O médico me alertou  que a qualquer momento poderia fazer uma cesariana porque toda vez que a minha pressão estava alta causava um sofrimento para o bebê. Ele me receitou três injeções para amadurecer o pulmão do bebê caso tivesse que fazer a cesariana antes do tempo.

No dia 20/12/2001 entrei no centro cirúrgico do Hospital e Maternidade Campos Sales com 4 dedos de dilatação e ao deitar na mesa cirúrgica minha bolsa estourou: ele tinha que nascer naquele dia! O médico foi aguardando a minha pressão se estabilizar e até foram ministrados medicamentos no soro. Quando a pressão baixou, ele começou a cesariana e meu filho nasceu com 47cm e pesando 2.700 kg. Dois meses depois do parto minha pressão ainda era monitorada e continuei tomando hipertensivo. Graças a Deus não evoluiu para uma eclâmpsia, que é quando a pressão sobre de tal forma que a mulher convulsiona e tanto ela quanto o bebê morrem.

Pedro com 1 ano junto com os tios Josué e Phelipe
Durante alguns meses minha pressão arterial foi monitorada pois, segundo o médico, eu ainda corria risco de convulsionar, mas graças a Deus a pressão foi se estabelecendo e dois meses depois já não fazia mais uso de anti-hipertensivos. A única coisa chata foi não poder amamentar meu filho pois o leite acabou secando.

E é por isso que a mulher deve fazer o pré-natal sempre. E tendo um excelente profissional cuidando da nossa gestação tem tudo pra dar certo!"

Fiquem com Deus!!

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