quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Eu não vou? - by Anne karol

Olá queridos leitores,

Hoje vou escrever um pouquinho sobre comemorações de datas especiais no ambiente escolar.

Dia dos Pais - arquivo pessoal
Quando chegou na agenda escolar um bilhetinho falando sobre o dia das mães na escolinha do Gabriel, eu e o papai fomos eufóricos ler com toda atenção, afinal seria a primeira comemoração em ambiente escolar, tal a surpresa que ao lermos o tal bilhetinho, meu marido fez uma cara de bem poucos amigos, risos, ficou chateado e não entendeu de cara o porque aquela frase tinha que estar ali, no bilhetinho tão esperado pelos pais de primeira viagem, pois bem, lá estava escrito que só seria permitida a entrada das mamães, depois ele foi se convencendo de que fazia sentido, afinal era o meu dia, risos.

Dia dos Pais - arquivo pessoal
O Marcelo é um pai muito participativo e de alguma forma eu senti que no dia que fui a comemoração, um sábado, ele ficou com uma sensação estranha, talvez por até então haver participado de tudo no que dizia respeito ao Gabriel, e quando voltamos da "festinha", meus olhos inchados de tanto chorar, despertaram ainda mais nele a curiosidade do que eu e o Gabriel teríamos vivido lá sozinhos, o que havia me feito emocionar tanto, isso penso eu né, é o que parecia.

Eis que chega um novo bilhetinho relativo a comemoração, agora ds dias dos pais, e lá constava a mesma frase que dizia que só seria permitida a entrada dos papais, naquele momento em senti excluída por alguns segundos da vida do Biel, mas logo compreendi que os momentos de cumplicidade que pai e filho iriam viver, era exatamente o que eu havia vivido há apenas alguns meses e o ciúmes passou, risos. O Marcelo ficou ansioso para saber como seria, o que aconteceria, etc, mas foi tudo bem diferente e não com menos afeto, os dois chegaram em casa radiantes e ainda mais cúmplices.

Dia das Mães - arquivo pessoal
Na escola do Gabriel as comemorações são assim, exclusivas eu diria, e acho isso de fundamental importância para fortalecer ainda mais a cumplicidade dos filhos com o homenageado do dia, fui pesquisar e tentar entender sobre a óptica da pedagogia uma explicação para essa conduta e fiquei bem feliz com o que li, acho que é bem por ai mesmo. Em um mundo em que nos desconectarmos fica cada dia mais impossível, aqueles minutinhos só você e seu filho podem fazer toda a diferença. Nessas comemorações da escolinha do Gabriel, não há coreografias ou algo treinado, é trabalhado o corpo, a mente e o contato dos envolvidos. Eu confio muito na linha pedagógica adotada pela escola do Gabriel, a orientadora pedagógica é super presente, além da mantenedora estabelecer contato diário com todas as crianças, isso me deixa super tranquila em relação as decisões tomadas pela equipe.
http://www.colegioyedamaria.com.br/albuns/

A cumplicidade estabelecida pelas duplas costumam dar idéia da importância daquele momento, tocar no rosto de seu filho com a leveza que muitas vezes a vida atribulada não nos permite, gargalhar juntos como se a idade dos pais não representasse nada mais nada menos que um simples número, rolar no chão como melhores amigos, esse é o melhor presente para se dar a um pai e a uma mãe.

Lembro que quando os aluninhos entraram na sala onde as mamães estavam já mergulhadas em lágrimas, cada um correu para a sua mamãe, e a pergunta que o Gabriel me fez foi a seguinte: Mamãe porque você tá chorando? Me abraça! Óbvio que chorei mais um balde e aos poucos fui em recompondo.

Nos meus tempos de aluna, lembro de nunca ter esse contato exclusivo com homenageado, lembro de ir meus pais, tios, avós muitos vezes, não que fosse ruim, mas acho que eram outros tempos, e a pedagogia evolui a mesma medida que o mundo se transforma.

E na escola do seu filho, como são essas comemorações? Como eram as suas?

Grande beijo e até a próxima.



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