terça-feira, 16 de outubro de 2012

Toxemia Gravídica - By Thany

Olá pessoal!!!

No post de ontem, nossa querida mamis convidada Jac nos contou sobre sua experiência nas suas gestações, ela mencionou que na sua primeira gravidez ela teve Toxemia Gravídica e eu confesso que fiquei muito curiosa em saber sobre o que se tratava este problema, quais as complicações e qual o tratamento, resolvi pesquisar e falar sobre isso hoje.

Brasil Escola
Primeiramente, o que é a Toxemia Gravídica?

Trata-se de uma doença multissistêmica (onde há envolvimento de vários órgãos ou sistemas ou um sistema como um todo) que ocorre normalmente no final da gravidez, a partir da vigésima semana e é caracterizada por hipertensão, edema e proteinuria (perda excessiva de proteínas através da urina) denominada de pré-eclampsia, e em casos mais graves devido a irritabilidade do sistema nervoso central, pode haver convulsões e a doença é conhecida por eclampsia.
A toxemia gravídica junto com as hemorragias e infecções são as 3 principais causas do óbito materno e fetal.

Quais são as causas da doença?

Não existem causas especificas para a incidência da doença, porem há uma relação de fatores que aumentam as chances de uma mulher desenvolver a toxemia gravídica:
-Histórico familiar de Toxemia Gravídica (Mãe, irmã, tia, avó...)
-Ter menos de 25 anos ou mais de 35 anos
-Estar na primeira gestação
-Ser diabética e ter problemas vasculares
-Ser portadora de hipertensão arterial cronica
-Ser uma gestação múltipla
-Ter problemas renais
-Ter obesidade
renataolah.com

Diagnóstico e Prevenção

O acompanhamento de toda a gravidez por um obstetra em consultas pré-natais é de grande importância  pois a toxemia gravídica tem seu inicio de forma inusitada e na maioria das vezes não tem sintomas específicos no começo, portanto o pré-natal é a melhor forma de ter a toxemia gravídica diagnosticada e tratada antes dela se tornar grave, o médico durante as consultas irá medir a pressão arterial e solicitar exames de urina para verificar se há perda de proteína  pois esses resultados alterados são os sinais mais precoces e comuns que podemos ter da toxemia gravídica  Uma mulher com antecedentes de pressão alta antes da gravidez pode dificultar um possível diagnostico de toxemia, e uma a cada quatro mulheres com pressão alta desenvolvem pré-eclampsia durante a gravidez.

Tratamento 

O tratamento depende de inúmeros fatores, da gravidade do quadro, da idade gestacional e o amadurecimento do feto.
Nos casos de pré-eclampsia leve o tratamento baseia-se na restrição do consumo de sal para combater a pressão alta, repouso da mãe deitada na cama preferencialmente com o corpo voltado para o lado esquerdo, não fazer uso de diuréticos e remédios para a pressão, salvo as pacientes que tenham pressão arterial cronica ou que o repouso não diminua os níveis da pressão, aconselha-se ainda a dosagem das proteínas na urina a cada 3 dias e das enzimas hepáticas e a coagulação do sangue pelo menos uma vez por semana.
Nos casos de pré-eclampsia grave a mãe deve ser internada para cuidados e medicamentos específicos e o controle da pressão sanguínea será feito com medicamentos até o parto, que deverá ser feito assim que possível, pois a saúde e o bem estar da mãe voltarão ao normal assim que o bebe nascer.
Nos casos de eclampsia a indução do parto deve ocorrer tão logo as crises convulsivas forem controladas e que a pressão da mãe se estabilize, antibióticos podem ser recomendados pelos médicos devido ao risco de infecção pulmonar e pela possibilidade da mãe ficar inconsciente e respirando por aparelhos por longos períodos.

g-sat.net
Nas minhas pesquisas encontrei depoimentos de mamães(em fóruns de família) que tiveram o diagnostico de pré-eclampsia grave com, 20, 23 e 26 semanas de gestação diagnosticado e que seguiram rigorosamente as orientações medicas e hoje estão com seus bebes nos braços, algumas tiveram novas gestações e o problema não se repetiu.

Espero ter ajudado,
Bjos
Thany

Fontes: Medipedia; Policlin; e ABC da Saúde

2 comentários:

  1. Minha mãe teve eclampsia na gravidez da Luana, durante o parto, mas o medico só percebeu depois que a Lu nasceu. Olha o perigo! Mas correu tudo bem e as duas estão aí, firmes e fortes.

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  2. Thany, valeu o artigo, pois eu não sabia o que era isso. Graças a Deus aqui não temos histórico familiar!! bjs

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