sexta-feira, 31 de agosto de 2012

E viva a Super Nanny - by Aline Martins

Gente, eu vou confessar uma coisa pra vocês: eu morro de medo do FH se tornar uma criança birrenta e indisciplinada. Sabe aquelas crianças que se atiram no chão no meio do shopping? Que falam palavrão, respondem com malcriação os pais na frente dos outros? Sempre tive horror a esse tipo de comportamento.

E olha, eu dou aula pra gente adulta, e por mais incrível que isso possa parecer, tenho alunos assim. Parece que a pessoa não cresceu, ainda está na infância, fazendo esse tipo de coisa pra testar os pais, esperando pra ver qual vai ser a reação deles. E depois que eu comecei a dar aulas, esse tipo de comportamento se tornou ainda mais reprovável. E o medo aumentou ainda mais depois que eu me tornei mãe. Já pensou se eu pago a língua? Que tragédia!

Por causa disso, confesso, me sinto meio paranoica na maior parte do tempo, com medo de estar sendo condescendente demais, ou permissiva demais, e olha, eu raramente sou,m mesmo assim, a antena paranoica fica 24h ligada, eu me autopoliciando pra não fazer besteira e por tudo a perder. Já me disseram pra relaxar mais, mesmo assim, não consigo. Ao mesmo tempo, tenho horror à ideia de bater ou ser agressiva com ele. Eu realmente acredito no poder do diálogo e da explicação. Sinceramente, meu filho é uma pessoa, e pessoas tem cérebro, pra ser usado, convenhamos, então eu não posso subestimar a inteligência dele, concordam?

Agora que a fase difícil começou, com super bem descreveu a Camila aqui nesse post outro dia, resolvi usar algumas técnicas da Super Nanny aqui em casa, e olha só, tem funcionado com eficiência viu? De tal modo que aquele menino super calmo e tranquilo desde que nasceu, vem se mantendo assim, pra minha tranquilidade e orgulho. É claro que os ataques de birra acontecem, as manhas especialmente, mas são raras. Sinal de que vale cada minuto de persistência e paciência da nossa parte (eu juro que acredito mesmo nisso e torço e rezo todos os dias pra minha teoria se confirmar e no futuro FH se tornar um homem bom, tranquilo e calmo. Vou me encher de orgulho de mim mesma).

E o que eu faço?

Primeiro, adotei a regra da cadeirinha do pensamento. Quando ele desobedece alguma regra, a primeira providência é alertar: se você continuar insistindo nesse comportamento, eu vou te levar pra cadeirinha pra pensar, você quer ir? Ele nunca quer, é claro. Mas se ele insiste, vai pra cadeirinha, e fica lá, 2 minutos pensando. Ele chora toda vez que precisa ir, porque ele não gosta, mas, gente, vai por mim, nesse momento, endureça seu coração mole de mãe e deixa lá, vai valer o esforço viu? É incrível como quando eu vou lá tirar ele do castigo, antes eu pergunto pra ele: por que você veio pra cá? E ele responde certinho. Olha só se não é esperto? Garanto que seu filho também vai saber porque. Aproveito pra ensinar outra lição muito valiosa: a de pedir desculpas. Compreendeu que fez errado? Então peça desculpas. E ele sempre pede!
www.google.com.br

Outra coisa que adotei aqui: os quadrinhos de regras. Gente, tem inúmeros modelos na internet, by Google imagens viu? Eu pesquisei e acabei imprimindo aqueles que eu achei pertinentes aqui pra casa, usei uns quadrinhos que a Super Nanny utilizou no programa dela, com os personagens da turma da Mônica, e ficaram ótimos! E facilita muito mostrar pra ele o desenho na hora do alerta, e também na hora de por na cadeirinha, se for preciso! Ajuda a criança entender mais rapidamente o que é ou não pra fazer.

Por fim, penso em quando ele estiver mais velho, e eu quiser que ele aprenda alguma coisa, utilizar o famoso quadro de incentivos. Eu meio que adaptei essa ideia pro desfralde, mas não tinha prêmios no final, lembra? Eu falei sobre isso nesse post. Mas daqui a pouco, só colar figurinhas não vai bastar como prêmio, então será a hora de usar o quadro de incentivos com prêmio no final. Quando eu chegar nessa etapa, eu conto pra vocês como foi.

Eu sempre acreditei que vale muito mais a pena investir na boa conversa. Que é isso que dá resultado de verdade e gera confiança. Eu não quero que meu filho me respeite porque tem medo de mim, mas porque ele confia em mim. Confiança é a base de qualquer relação sólida e verdadeira. Então vamos nos esforçar pra isso né? Afinal, como diz a Galinha Pintadinha, educar é um trabalho de formiguinha!

Beijos,
Aline

Um comentário:

  1. Com certeza você está mais que certa! Usando esses métodos, evitamos a violência que só nos traz o mal!

    Seu filho será eternamente grato por estar tendo uma educação assim!

    Parabéns!

    Aline da Babycub

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