quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Crises de perda de fôlego - by Camila

Outro dia uma amiga "virtual" em perguntou se eu sabia alguma coisa a respeito de Crises de Perda de Fôlego, pois sua parente estava passando por isso com o pimpolho dela. Como não passei por isso (ainda?!) e acredito que nenhuma mamis aqui tenha passado (ainda também?!), resolvi pesquisar sobre o assunto e deixar registrado aqui, para nós.

As Crises de Perda de Fôlego, ou Retenção Voluntária da Respiração, geralmente têm início quando, durante uma birra, a criança prende o fôlego de tal maneira que chega a ficar arroxeada (cianótica), podendo até desmaiar.

Segundo o blog do Pediatra Pedro Carrancho, "crises ou espasmos de perda de fôlego são um fenômeno benigno e involuntário, visto em crianças entre 6 meses e 6 anos de idade (5% das crianças nessa idade podem apresentar essas crises). Em decorrência de uma dor, medo ou irritação, a criança chora e prende a respiração."

http://drajupediatra.blogspot.com.br
Essas crises se dá com a criança acordada. A criança chora ou guincha ruidosamente e então o choro se torna silencioso, ela prende a respiração (em expiração) por 20 a 30 segundos, ficando em apneia, ficando arroxeada, podendo ou voltar a respirar em seguida ou evoluir a um desmaio. O episódio pode durar menos de um minuto e a criança volta a suas atividades normais logo em seguida. Ela também pode ter uma crise "pálida", que são usualmente vistas após uma experiência dolorosa ou de medo, assim ela fica pálida e muitas vezes pode perder a consciência com um simples engasgo ou choro.

O pediatra ainda cita que a crise é um fenômeno involuntário e são vistas em crianças temperamentais e com outros distúrbios de comportamento. As crises são usualmente diagnosticadas clinicamente.

O importante é que você saiba que isso não é uma convulsão!
O mais importante aspecto do tratamento consiste de suporte e reafirmação da segurança. Ainda que esses episódios sejam inócuos, eles, usualmente, causam um monte de medo e ansiedade aos pais. Os pais devem ser esclarecidos sobre a natureza involuntária dos ataques e advertidos contra atender aos desejos da criança. Devemos lhes assegurar que as crises não são perigosas e não levam à epilepsia ou a dano cerebral. Os pais dever ser encorajados a manejar os episódios de forma relaxada. Durante os ataques, os pais não devem sustentar a criança verticalmente, mas sim deitá-la numa superfície plana, para prevenir trauma de crânio. Nada deve ser colocado na boca da criança, pois podem causar choque ou vômito.

Após o ataque, os pais não devem atender aos desejos da criança. Os pais devem pensar em como prevenir os ataques. Algumas crianças podem ser distraídas de seus ataques se impedidas antes de se tornarem cianóticas, através de uma distração ou fazendo-as voltar-se para alguma coisa interessante. Os pais devem ser prevenidos contra correr e carregas a criança cada vez que ela chora para reduzir a um mínimo de ataques indevidos. Um programa de mudança de comportamento pode ajudar se a criança tem frequentes destemperamento. Deve-se reafirmar aos pais que o prognóstico a longo prazo é muito bom.

Usualmente, não é necessário uso de remédios para alívio das crises. A maioria dos episódios se resolve aos 4-5 anos de idade. As crianças com crise pálida podem ter um aumento da incidência de síncope quando adultos. 


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