quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um menino e uma bola - By Anne Karol

Olá queridos leitores,

O futebol faz parte do cotidiano da maioria das famílias brasileiras. Pode-se até não entender as táticas 3-5-2 de formação do time, mas que todo mundo tem um time do coração, ah, isso tem.

É tanto campeonato passando na televisão que dá para se perder (as mulheres, claro) sobre qual título está sendo disputado: Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores.

 As crianças, os meninos em particular, percebem logo cedo que essa disputa entre homens pela bola é o objeto de desejo do pai, do avô, do tio, do pai do amiguinho. "As crianças percebem que o esporte é importante para o pai e passam, então, a imitá-lo", explica a psicóloga Paula Ruggiero, sócia da escola de educação infantil Grão de Chão, em São Paulo. Na imitação, a criança diz que torce para o mesmo time do pai. O pai, maravilhado com a descoberta do esporte pelo filho, reforça a paixão. E, assim, o ciclo ao redor dessa admiração pelo esporte vai se fechando. Mas atenção: até por volta dos 5 anos, as crianças não entendem as regras do jogo. "Só a partir dessa idade descobrem o gol e que podem ganhar."

Aqui em casa o Gabriel, 2 anos e 2 meses é fascinado por futebol, uma graça vê-lo correndo pelo gramado fazendo gol nas pequenas traves que ganhou de aniversário de 1 ano e gritar ao invés de gol, FUTEBOL!!! Risos

Não pode ver um jogo na televisão que logo prende sua atenção, não importando quem esteja jogando, impressionante.

Com pai Corintiano fanático, dificilmente será torcedor de outro time, mesmo que esse time seja o da mãe ou do avô materno, que são Santistas, porém não fanáticos, pelo menos a mãe. E ainda por cima super estimulam o pequeno a imitar apenas o pai, até para não causar confusão na pequena cabeçinha.

O que tem acontecido por aqui eu classificaria como efeito “Neymar”, Gabriel mesmo afirmando torcer para o Timão quando indagado, não se intimida ao dizer para aos quatros ventos que seu cabelo é igual ao do Neymar do Santo (sic), risos, vai entender...muitas vezes se confunde e diz que foi gol do Santo (sic), percebo que isso magoa o papai. O que ocorre nessa fase é uma confusão de times, jogadores, enfim é tudo muito novo, nada deve ser levado tão a ferro e fogo, mas vai explicar isso para um Corintiano doente?! Difícil.

Semana passada na saída da escolinha a professora me chama dizendo que havia reprimido ele, lembre-se apenas 2 anos, pois na hora do lanchinho gritava algo como: sou maloqueiro e sofredor, graças a Deus, na hora fiquei imóvel, fui pega de surpresa, tentei explicar para a professora do Maternal, lembremos, que provavelmente o que ele tentava cantar seria um grito de guerra que o digníssimo pai, lembrem-se, Corintiano fanático havia lhe ensinado dias antes, algo como sou Corintiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus.

 Não preciso dizer que falei para o pai evitar ensinar gritos assim, tão “adultos” para um bebê, mas a “esponjinha” já armazenou em algum lugar do cérebro que de vez em quando eu pego ele cantando sozinho.

A professora riu e disse que o reprimiu porque só ouvia nítido o maloqueiro, nem preciso dizer que o pai ao saber do ocorrido se inflou de orgulho de ver em seu herdeiro a continuação da sua paixão, é mole?!

Modéstia a parte pelo fato de jogar desde muito cedo, Gabriel tem um chute muito forte e quem sabe não vira profissional, mas isso só o tempo irá dizer, por hora eu quero mais é que ele aproveite cada minuto das suas brincadeiras com a bola e continue enchendo todos de orgulho.

Certo dia estava na cozinha e ele vem correndo me chamar para ir lá no quintal ver o golaço que ele fez, imaginem, chego no gramado e a bolinha está dentro do gol e ele diz empolgadíssimo: _ mamãe olha, olha mamãe, fiz um golaço, tá vendo! Momentos como esse deviam ser inseridos nas maravilhas do mundo.

Ano que vem bem provável que inicie em alguma escolinha do gênero, enquanto isso o quintal de casa será o único palco das suas artes futebolísticas.

"Brinque muito com seu filho, seja ele menino ou menina, seja com bola ou boneca, um adulto que não brincou na infância certamente terá poucas páginas no seu livro da vida!" Anne Karoline


 Até breve, lindo fim de semana.




Imagens: http://galeria.colorir.com/desportos/futebol/rapaz-a-jogar-futebol-pintado-por-menino-com-bola-30284.html
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/arch2011-08-07_2011-08-13.html
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI14803-15131,00.html

Um comentário:

  1. hahaha fiquei imaginando a cena do "maloqueiro" na escola.
    Aqui FH também adora jogar bola e gritar gol, mas ainda não sabe direito o que é futebol não. Mas já sabe falar "gol do Chão Paulo", pra orgulho do pai hehehe
    Beijos!!!!!

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