segunda-feira, 23 de abril de 2012

Minha filha com asma e eu mamãe de primeira viagem - by Luana Martins

Olá queridas!

Minha filha Camila - Arquivo Pessoal
Minha filha Camila tem dois aninhos, e desde os sete meses que ela começou a apresentar os sintomas da asma. Ela tossia a noite inteira, durante 25 dias de cada mês. Como ela é nossa primeira filha, eu e meu marido ficávamos apavorados, porquê até então não sabíamos o que ela tinha. Nisso, todo mês ela era medicada com corticóide via oral e antibiótico. Quando ela completou um aninho, resolvemos levá-la a gastro pediatra. Ela fez o tenebroso exame Phmetria de 24 horas, mas que foi muito importante, porque fora detectado o refluxo oculto patológico (ao invés dos vômitos, ocorre a tosse). Ela tomou os medicamentos indicados para a doença durante um ano, e quando completou dois aninhos finalmente teve alta.

No entanto, durante o tratamento do refluxo, embora ela tenha melhorado em vários aspectos, como dormir melhor, ela continuava com as crises de tosses, nisso, a gastro a encaminhou para a pneumo-pediatra e lá vai nós em mais uma consulta. Com a pneumo, além do refluxo, foi detectada a asma, e Camila começou a fazer uso de medicamentos preventivos. A melhora dela foi incrível, as crises que duravam o mês inteiro, começaram a ocorrer de 30 a 40 dias. Mas, mesmo assim, a gastro achava que devido aos medicamentos, Milinha deveria era ficar cem dias sem crise, e assim, passou a ser acompanhada por alergista.

Confirmou-se à alergia a leite de vaca, soja e ovo, e mesmo agora com dois aninhos, a alergia continua, assim a restrição alimentar infelizmente se mantém pelo menos até completar três anos de idade. Com a associação da restrição alimentar com os medicamentos preventivos para asma, as crises de minha filha diminuíram muito, e mesmo quando ocorrem, são bem menos intensas e de mais fácil controle.

Atualmente, Mila está indo somente na pediatra alergista, porque a especialidade além de tratar as alergias, também acompanha crianças com asma, e como eu e meu marido adoramos a médica, optamos por ficarmos somente com ela, até porque, você ter o acompanhamento de vários médicos para tratar a mesma coisa acaba que fica muito confuso, já que cada um tem o seu próprio procedimento, nisso, Mila não tem ido mais a pneumologista. Já a gastro, como ela finalmente sarou do refluxo, também não há mais necessidade de acompanhamento em pediatra com essa especialidade.

Gostaria de falar também, que o mais importante quando um filho tem asma é o equilíbrio emocional dos pais. Falo isso porque quando eu e meu marido não sabíamos o que nossa filha tinha, a gente ficava apavorado nas crises, de não saber o que fazer, dormíamos mal praticamente o mês inteiro, e escutávamos médicos dizendo que nossa filha tinha doença grave, e tudo isso nos fez sofrer muito, e Camila sentia esse nosso sofrimento, e hoje, com a descoberta do que ela realmente tem e finalmente achando uma médica de total confiança, não entramos mais em desespero quando as crises vem, muito pelo contrario, falo até que "conseguimos tirar isso de letra"!
Camilinha brincando na sua festa de 2 anos, em plena crise de asma e olha a alegria dela. Arquivo Pessoal.

Ainda, hoje não impedimos Camila de fazer nada, ela vai na piscina mesmo tossindo, faz natação na escolinha, a gente deixa ela brincar a vontade, porque criança tem que ser criança, e quer saber, uma hora ela vai entrar em crise mesmo, independente dessas coisas, e felizmente já estamos preparados para isso.
Se seu filho também tosse a noite inteira, e se você quiser conversar sobre isso, trocar figurinhas, pode me mandar e-mail, conversar com quem convive com o problema ajuda muito a encará-lo com tranquilidade.

2 comentários:

  1. Ótimo post, muito esclarecedor.
    Adorei!
    A Camilinha logo vai sarar dessa asma, você vai ver só!
    Te amo.
    Beijos!!!!

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  2. O meu está fazendo tratamento com bombinha... Cris

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