segunda-feira, 26 de março de 2012

Me mudei pro quarto da minha filha - by Luana Martins

Recentemente nossa amiga Roberta Groba postou aqui no blog um artigo sobre cama compartilhada. Desde então, fiquei com isso na cabeça e pensava que tinha que expor minha opinião no bloguinho também e contar a minha experiência.

Camila nasceu em fevereiro de 2010 e sempre golfava horrores, do tipo que toda vez que a gente saia pra passear, eu tinha que trocar a roupa dela assim que chegasse. Como ela ganhava peso, a pediatra insistia em dizer que ela não tinha refluxo e que era normal. Foram seis meses assim, e nesse período, Camila dormia no seu quartinho e a gente usava babá eletrônica.

Com a introdução de alimentos, minha filha parou de golfar, mas daí começaram as tosses, e eram crises horríveis, duravam a noite inteira. Foi diagnosticado refluxo oculto e asma, e desde então, eu e meu marido passamos a dormir no quarto dela, porque tínhamos medo dela sufocar ou ter falta de ar, enfim, sentíamos que precisávamos ficar do ladinho dela nesse momento. A gente faz da seguinte forma: as 20:30h é hora dela dormir, então o papai vai pro quarto dela, conta historinha, e a acalma até ela dormir. Com isso, nosso quarto fica livre pra eu e meu marido ficarmos um tempinho só nós antes da hora de dormirmos, assim não atrapalha em nada o nosso relacionamento e nem perdemos a privacidade. Nos temos um colchão de casal que já fica no quarto da Mila, então a gente dorme por lá, e confesso que já me acostumei a dormir no chão.

Minha princesa está fazendo tratamento, mas mesmo com os medicamentos e restrição alimentar, ela ainda entra em crise mais ou menos a cada 30 ou 40 dias, com isso, nem eu e nem meu marido ainda não sentimos seguros de deixá-la dormir sozinha.

Eu não sei se estamos agindo certo ou errado, mas o meu coração de mãe afirma que é isso que devemos fazer, e não acho que estou atrapalhando o desenvolvimento e a maturidade da minha filha, porque pra mim, pra uma criança ser madura e independente, vale muito mais do que isso, dormir ou não dormir junto.

Eu e minha irmã mesmo, desde que nascemos, não dormimos no quarto com nossos pais, e mesmo assim sou uma pessoa extremamente insegura. Meu marido que dormiu no quarto com os pais dele até a chegada da irmãzinha (ele tinha seis anos), é a pessoa mais independente que conheço. Ou seja, acho que o que vale mesmo é a forma como se trata o filho no dia a dia, estimulando para que tome suas decisões, sendo estas compatíveis com a idade dele, sem deixar de vivenciar todos os momentos com ele, porque o tempo voa e a saudade fica. E, ainda, vai da personalidade de cada um.

Enfim, o que eu queria dizer mesmo, era que cada um decidisse sem culpa, se irá ou não dormir no mesmo quartinho com os filhos (seja no seu o no dele). Deixa seu coração de mãe decidir o que achar melhor, pois o que for certo pra você, pode não ser pros outros, e cada um sabe o que é melhor pra si. Na Internet você vai achar milhões de artigos contra ou a favor a cama compartilhada, inclusive baseados em estudos científicos, enfim, você pode até ler ambas as teorias, mas procure assimilar aquilo que mais se identifique com você e ponto. Vivencie a maternidade a todo vapor, respeitando as suas próprias necessidades e vontades de seu coração!

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