terça-feira, 17 de abril de 2012

Em Busca da Gravidez - Parte 1 - by Carol P. (Mamis Convidada)

Hoje temos uma mamis convidada para escrever sobre problemas de infertilidade, contando a sua história pessoal, na busca da gravidez tão desejada!

A maioria das mulheres já crescem com o desejo de casar, ter sua casa e, após alguns anos, ter seu primeiro bebê.
É muito comum as mulheres engravidarem após um ano de casamento pois nossas mães eram assim. Só olhar para nossa família e verá que a maioria dos casais tiveram seu primeiro filho após 1 ano de casado. Cultura ou não, normalmente ainda fazemos isso.
Um ano se passou daquele sonhado dia e lá vamos nós parar com o anticoncepcional. Muitas vezes pensamos: precisarei de alguns meses para "desintoxicar" meu organismo e logo engravido. A verdade é: não existe tempo de desintoxicação. O anticoncepcional somente surti efeito no seu organismo enquanto você o toma frequentemente. Na interrupção ele deve cortar o efeito imediatamente. Se alguma mulher não ovulou normalmente após os primeiros meses de interrupção da medicação já é outra estória, mas não quer dizer que seu organismo ainda tenha o medicamento no organismo.

Os três primeiros meses a mulher normalmente fica pensando que não engravidou justamente por ter tomado por tantos anos aquele comprimidinho tão pequeno e, por isso, não se cobra. Mas é se passarem uns seis meses e nada ter acontecido que o mundo engravida e ela não. Parece que todas as grávidas e todas as pessoas com bebês pequenos resolveram aparecer na mesma época na frente dela. E daí vem a cobrança. O coitado do marido sofre viu!! É a cobrança porque ele viajou a trabalho bem no dia em que ela tinha mais muco cervical como no dia em que ele chegou morto de cansado do trabalho. Nesta época ela já fez de tudo: pesquisou na internet a melhor posição para o namoro, descobriu a lenda da ducha higiênica com bicarbonato, fica com as pernas para o alto durante meia hora e chega a dormir com o travesseiro no bumbum. Acorda no dia seguinte com uma dor na lombar terrível, mas ela continua com travesseiro lá.

É quando ela marca a consulta com o ginecologista e já chega desesperada e sempre ouve: vamos esperar, até um ano de tentativas é normal o casal não engravidar. Ela sai do consultório se sentindo incompreendida, injustiçada… mas tenta fazer o que o médico mandou, se é que ele mandou fazer alguma coisa além de namorar, relaxar e deixar de ficar ansiosa. Se prepare, a frase "você está ansiosa" é a que você mais vai ouvir.

Passou um ano e nada de vir a tão desejada gravidez, o que fazer? O ideal é que o médico solicite alguns exames, infelizmente os convênios não dão cobertura e são bem caros, para verificar se existe uma anormalidade.

Brincadeiras a parte, essa cena cômica (hoje a gente ri) que você deve ter imaginado quando relatei tudo, foi o que aconteceu comigo.

Primeiramente deve ser feito alguns exames simples de sangue que vão medir o nível de estradiol, prolactina e progesterona. Cada hormônio desse tem o dia correto para a coleta. A progesterona, por exemplo, deve ser medida após a data provável de ovulação. Isso porque os óvulos liberam esse hormônio. Assim, se a mulher ovulou normalmente, o nível de progesterona estará alto. Se fizer na primeira metade do ciclo estará baixa. A prolactina é um hormônio que liberamos na amamentação e não pode, de forma alguma, estar alto. Já ouviu dizer que mulheres amamentando não engravidam? Justamente pela liberação da prolactina. Não é que a mulher não engravide, pois todas nós conhecemos algum caso de gravidez na dieta, mas dificulta. Sua prolactina está alta? Não é o fim do mundo!!! O médico provavelmente vai receitar um remédio que, em torno de 1 ou 2 meses, tudo estará normalizado.

Deve-se fazer ainda um exame chatinho mas muito importante: histerossalpingografia.


A Histerossalpinogradia

http://goya.e-familyblog.com
Este exame é normalmente utilizado para examinar exaustivamente o útero e as trompas de Falópio. A histerossalpingografia (HSG) consiste numa radiografia do útero (histero) e das trompas (salpingo). Através da combinação do exame radiológico com o líquido de contraste que é introduzido através dos órgãos reprodutores da mulher, a HSG constitui o melhor método para observar o funcionamento interno dos órgãos.
A histerossalpingografia permite ao médico verificar se as trompas de Falópio estão desobstruídas ou se estão dilatadas ou obstruídas. Este exame permite ainda uma avaliação da dimensão, da forma e da estrutura do útero.
A histerossalpingografia é normalmente realizada na secção de radiologia e demora aproximadamente 15 minutos. A radiografia em si é muito rápida, mas os preparativos, nomeadamente a introdução dos instrumentos, demoram mais tempo. Este exame implica a utilização de vários instrumentos. Porém, o primeiro passo é sempre igual: é introduzido um espéculo e o colo uterino é desinfectado, geralmente com iodo. Seguidamente, é utilizado um pequeno par de fórceps para imobilizar o colo uterino, o que pode provocar uma sensação de picada.
Depois, com a ajuda de outro instrumento, é introduzido um contraste radiológico, oleoso ou aquoso, no útero através do colo uterino. Quando a pressão aumenta, este líquido desloca-se ao longo das trompas de Falópio e eventualmente até à cavidade abdominal, o que permite examinar a forma e a estrutura da cavidade uterina, bem como verificar se as trompas de Falópio estão ou não obstruídas. Pouco e pouco, vão sendo realizadas várias radiografias para acompanhar o percurso do líquido; os resultados são chamados frequentemente de “fill and spill”, dado que o líquido de contraste enche (“fill”) a cavidade e espalha-se (“spill”) através das extremidades das trompas, confirmando se estas se encontram obstruídas (ou não). Durante o exame, as trompas podem por vezes contrair-se, criando uma falsa imagem de obstrução. Por este motivo, os resultados só serão conclusivos se o exame decorrer normalmente. Se a HSG revelar anomalias, será posteriormente realizada uma operação visual para confirmar ou refutar os resultados.

Entre os possíveis efeitos secundários contam-se:
- cãibras (semelhantes às dores menstruais)
- hemorragia vaginal (geralmente de curta duração)
- tonturas ou, por vezes, desmaio, mas de curta duração

Em casos muitos raros, poderão surgir complicações, tais como:
- reação alérgica ao contraste
- infecção

Por vezes, são receitados antibióticos para evitar infecções resultantes do exame. A paciente poderá ser também aconselhada a tomar previamente um analgésico (por ex. ibuprofeno), que reduzirá o desconforto. Nalguns casos há um “efeito secundário” favorável, devido à HSG, porque existe indícios de que o próprio exame aumenta a fertilidade, especialmente se for utilizada uma solução à base de óleo e não de água. Segundo os especialistas, a HSG pode desobstruir e possivelmente distender as trompas de Falópio, estimular os seus cílios ou melhorar a qualidade do muco cervical. Os médicos estão atualmente investigando mais aprofundadamente este fenômeno.

O Espermograma
O homem ainda deve fazer um espermograma. Exame simples e totalmente indolor, porém muitos homens ficam envergonhados ao fazer.
http://pt.wikipedia.org/
Este exame analisa a qualidade do esperma do homem. O paciente deve ficar de abstinência sexual por pelo menos 3 dias e no máximo 5, pois a quantidade e qualidade do esperma pode ser afetada na ejaculação.
A colheita do sêmen deve ser feita no laboratório por meio da masturbação utilizando como coletor a Placa de Petri ou um fraco de boca larga. O material é recolhido imediatamente pelas funcionárias do laboratório e levado para a análise.
O exame verifica basicamente 3 itens: morfologia, contagem e motilidade.
Na morfologia é verificada a cabeça, cauda e corpo dos espermatozoides. Os ideais têm o formato de um girino.
Na contagem é verificado o número total de espermatozoides que, para ser considerado normal, deve ter 120 milhões. É aí que todas pensam: 120 milhões e eu só preciso de um!!!
E, por fim, a motilidade verifica, da quantidade total, quantos se movem. O normal é que pelo menos 60% da quantidade total se movam progressivos, pois tem os que se movem, mas se movem em círculos, ou seja, nunca vão chegar lá.


Após essa pequena série de exames o médico poderá analisar o caso e ver qual o melhor procedimento a seguir: indução de ovulação com coito programado ou algum método de reprodução assistida.

Fontes: www.fertilidadeumaviagem.com, www.unifesp.br

Um comentário:

  1. Muito bom esse post pras mamães tentantes que tem algum problema para engravidar...

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