terça-feira, 13 de março de 2012

Dormindo com os pais - by Roberta Groba

Olá!!!
Muitos já devem ter lido sobre esse assunto inúmeras vezes, mas informação nunca é demais!
Aqui em casa já convivi com isso e volta e meia volto a me deparar com esse problema. Minhas filhas dormiram no berço desde que chegaram da maternidade, achamos melhor assim e foi muito bom tanto para nós quanto para elas.

A Maria Clara sempre dormiu a noite inteira, não acordava para mamar, e ficava muito tranquila no bercinho até os 10 meses de idade. Dessa idade para frente começou a acordar muito e passei a ficar muito cansada de tanto acordar e ir ao quarto dela atende-la. Foi quando tomamos a decisão de levá-la para nossa cama, uma tranquilidade ela dormia tranquila e nós também. Mas alguns diriam que foi um grande erro, e pode até ter sido pois faze-la dormir em seu quarto novamente levou bastante tempo. E durante esse tempo a vida do casal fica mexida pois se perde a liberdade mas nada que não se resolva. Realmente levou um tempo para ela decidir voltar para a cama dela mas acabou escolhendo voltar para as "coisinhas" dela conforme foi crescendo, fizemos tudo com tranquilidade e sem pressão para que ela se sentisse à vontade.

 ShutterstockCom o nascimento da irmã mais nova e toda aquela preparação para a chegada de um novo "morador" no quartinho ela se sentiu importante por dormir com a irmãzinha e juntas dormiam no quarto.

Assim que a Marina chegou também foi direto para o bercinho e assim como a irmã dormia a noite toda. Tudo parecia perfeito até uma doencinha aqui, uma gripe ali, uma febre começarem a aparecer e, creio eu que como toda mãe ou a maioria, nesses dias acabavam dormindo no quarto com a gente. Não temos regras rígidas quanto a isso, às vezes dormem conosco e outras preferem o quartinho!!

Existe o grupo que condena veementemente essa prática de dormir com os pais e o grupo que acha que faz parte de um bom desenvolvimento da criança. Eu, particularmente, não vejo problema algum e acredito que não faça mal a criança ter esse chamego porque eles crescem e o tempo passa tão rápido que enquanto pudermos curtir nossos pequenos tudo é válido.

Leia um pouco do que dizem os especialistas:

Desde que seu filho nasceu, a sua cama ficou pequena demais? Saiba que compartilhar esse espaço com os filhos, apesar de muitos pais negarem, é mais comum do que se imagina. Um estudo britânico revelou que 40% dos pais deixam as crianças passarem a noite junto com eles. Não existem estatísticas sobre esse assunto no Brasil, mas os pediatras acreditam que a situação seja frequente por aqui também.

"Acredito que isso tem aumentado porque, com os pais fora de casa, o contato com as crianças é menor atualmente", diz Gelsomina Colarusso, neuropediatra. Assim, ficar juntinhos de noite é uma maneira de compensar essa ausência, resolver alguns problemas (se a criança tiver medo de escuro, por exemplo, ou os pais muito cansados para levá-la de volta ao quarto) e, claro, de matar a saudade.

Em nossa página do Facebook, o assunto ganhou fôlego. Daiane Mendes Ferreira, mãe de um menino de 4 anos, conta que até hoje o filho dorme na sua cama e agora a luta é colocá-lo para dormir em seu quarto. “Parece fácil, mas não é. Essa transição está sendo, no mínimo, demorada e estressante. Mas nós não vamos desistir”, escreveu. Afirma, ainda, que sabe que essa situação prejudica tanto a privacidade do casal quanto a autonomia do filho.

E é exatamente isso que alertam os especialistas. Apesar de ser prazeroso dividir a cama com os filhos, como você já deve suspeitar, há riscos. A pediatra Márcia Pradella-Hallinan, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), faz algumas ressalvas. "A divisão da cama pode restringir os movimentos do bebê", afirma. Além disso, diz Mauro Borghi, pediatra do Hospital São Luiz (SP) pode-se machucar ou até sufocar a criança. “É contraindicado em qualquer idade”, enfatiza. Isso sem contar o quanto o sono do casal fica prejudicado.

Pelo receio de que algo aconteça com o filho, a arquiteta Camila Cavalcante, 35 anos, nunca deixou o filho caçula, Pedro, de 11 meses, dormir com ela. “Acho perigoso um bebê dormir com os pais. Como os quartos são próximos, eu uso babá eletrônica com vídeo. Prefiro observá-lo por ela ou indo até lá mesmo”, diz. Já com a filha Gabriela, de 3 anos, há exceções. “Quando ela está doente ou em alguns finais de semana em que estamos muito cansados, eu deixo, porque dá mesmo trabalho convencê-la de dormir no quarto dela.” De fato, em algumas ocasiões, deixar a criança dormir com os pais é mais prático mesmo. Mas como lembra a neuropediatra Gelsomina, os pais precisam saber que há chances dela se acostumar - e dar o maior trabalho na hora que tiver de voltar para o próprio quarto.

O que também preocupa os especialistas são os danos ao desenvolvimento emocional das crianças. Para a pediatra Márcia, da Unifesp, dividir a cama com os filhos pode deixá-las mais dependentes. Outra crítica diz respeito à vida a dois. Se, por um lado, a cama familiar aproxima pais e filhos, pode interferir na intimidade e, assim, no relacionamento do casal.

OK. Você leu tudo isso e está se perguntando: “E agora? Como fazer meu filho dormir no quarto dele?”. Muita calma. “A transição deve ser feita de forma gradual. Uma dica é o pai ou a mãe ficar ao lado da criança, numa cadeira, por exemplo, até ela adormecer. E repetir o processo sempre que o filho acordar”, afirma Borghi. Um quarto aconchegante, um objeto de transição (como um ursinho ou paninho) e uma luz fraca para espantar o medo do escuro também ajudam, junto com muita paciência e persistência dos pais.


Depois de ler tudo isso, qual sua opinião? Seu filho dorme com você? Partilhe conosco.
Até a próxima!!

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI211449-15546,00.html

2 comentários:

  1. Roberta, aqui em casa fazemos o quarto compartilhado desde o nascimento da pequena, que nasceu realmente pequena e não tive coragem nenhuma de deixá-la sozinha em seu berço em outro quarto. No começo fizemos muita cama compartilhada, apesar de eu sempre ter sido contra, mas amei a idéia de poder dormir bem e ela também por se sentir acalentada e protegida. Conforme ela foi crescendo, passou a dormir em um berço desmontável e depois em uma mini cama. Ela até quis dormir no quarto dela, a pedido dela mesma e dormiu por umas 3 semanas, quando começou a ficar com comedo do latido dos cachorros e voltou para nosso quarto. Não acho certo fazer a criança dormir em seu próprio quarto a qualquer custo, acho que ao invés de melhorar a situação do sono pioramos. Agora quanto a intimidade do casal, fala sério né? Só temos o quarto para namorar? Bora colocar a cabeça para funcionar e usar a imaginação né gente? rsrsrs.. Aqui em casa ela vai muito bem obrigada!!!
    Beijos mil

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  2. FH dorme a noite toda no quarto dele... mas só depois de pegar no sono na nossa cama hehehe É lá, juntinho da mamãe, que ele dorme rapidinho. E nem adianta falar: vamos dormir na sua caminha?, que ele nunca quer ir. Quando ele está doentinho ou mais manhosinho, ou quando a gente viaja, ele dorme a noite toda na nossa cama. Já senti muita culpa por isso no começo, mas hoje eu deixo rolar sabe? Afinal, é tão gostoso aquele corpinho pequeno e fofinho juntinho da gente né?
    Beijos!!!!

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