quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Trabalhar e/ou Ser mãe: Eis a questão - by Natalli (Mamis convidada)

Pois bem minhas amigas leitoras do blog Mamis, essa é uma questão um tanto quanto controversa não é verdade? Com o nascimento de nossos amados rebentos nascem outras milhares de questões a serem resolvidas (ou não...), na opinião desta mamãe que vos escreve, a pior de todas elas trata-se de “não sentir-se culpada ao ir trabalhar” e atire a primeira pedra quem nunca se sentiu a pior das criaturas, um ser completamente egoísta e sem coração ao ir para o trabalho e deixar aquele pedacinho de gente com outra pessoa???

Culpa, culpa, culpa, essa bendita nos persegue sem dó nem piedade por todos os séculos e séculos...
Me vi fazendo todas essas perguntas quando acabou minha licença-maternidade, na minha cabeça já estava tudo resolvido: Seria mãe somente ponto final. Até que um belo dia meu marido, companheiro, pai atuante da criatura mais fofa do mundo de nome Ana Flávia... (ai ai ai pausa para os suspiros de mãe coruja), voltando ao assunto.... Marido me diz: “Não consigo te imaginar dentro de casa o tempo todo, essa não é você!” Ouvir aquilo foi como um golpe, estava tudo tão resolvido na minha cabeça, lembra???
http://www.not1.com.br

Depois de ouvir isso parei pra pensar naquelas palavras, fiquei nervosa, confusa, mas enfim descobri que meu marido tinha razão. Mas e minha filha??? Ela precisava de mim, ninguém cuidaria dela como eu.... Mas e a minha carreira? E a renda familiar que ficaria comprometida? Não adiantava, havia chegado o momento de decidir, voltar ou não voltar a trabalhar????

Quantos dilemas nós, mulheres, esposas, mães temos que viver. Decidimos que voltaria a trabalhar, mas tentaria ficar somente meio período pelo menos no início (aqui tive a sorte de contar com pessoas que souberam entender que naquele momento eu precisava de um tempo, sem mais). Isso me ajudou bastante, ter essa chance de adaptação a nova rotina, conseguir ficar mais tempo com minha filha, acompanhar de perto o início das aulinhas e etc.

Mas aqui abro um parênteses para dizer que o mercado de trabalho não vê com bons olhos a maternidade, infelizmente (o alto escalão, presidentes, diretores, CEO's nasceram como mesmo??? hã????), em muitas grandes empresas certamente um homem ganharia a vaga de uma jovem recém-casada que pretende ter filhos.

Tomada a decisão de voltar a trabalhar precisava escolher com quem deixar minha filha, e optamos pelo berçário. O primeiro dia que deixei minha filha no berçário senti a maior DOR desse mundo, uma imensa vontade de jogar tudo pro alto e desistir, chorei, me descabelei, me culpei, me culpei mais um pouco, mas decidi que seguiria em frente. Minha pequena por sua vez se adaptou muito bem ao berçário que escolhemos, ela é muito feliz lá e se desenvolve bastante através do contato com outras crianças e a estimulação da equipe pedagógica.

Não, não é fácil!!! É muito difícil mesmo, principalmente para aquelas que assim como eu ainda acumulam as funções de cuidar de casa, marido (mas isso é assunto pra outro post...) Até hoje, e olha que ela já está no berçário há oito meses, dou minhas choradinhas escondidas, ligo 123456789 vezes para saber como ela está, depois me recomponho e volto ao trabalho. Ah, não poderia deixar de contar que tenho uma equipe de apoio super 10, pai do bebe, minha querida mamys e minhas duas irmãs que caso algo saia do controle tem sempre algum deles de prontidão para ajudar a mamãe aqui.

http://maeperfeita.wordpress.com
Os obstáculos dessa jornada, dupla, tripla, são tão grandes quanto o amor que sentimos por nossos filhos, devemos parar de pensar que toda mãe precisa sempre sofrer, não seremos mães piores porque temos uma carreira profissional, do mesmo modo que não são melhores mães aquelas que abdicam de tudo para ser mães 24 horas por dia (com exceção daquelas que “nasceram” somente para isso e nunca trabalharam).

Podemos sim sermos felizes conciliando maternidade x trabalho, e a dica mais preciosa que levo comigo é “qualidade do tempo”. Qualidade do tempo que passo com minha filha, não importa se tenho 1 ou 4 horas para ficar com ela, sempre faço nosso tempo juntas valer a pena, brinco, pulo, canto, conto histórias, assistimos filmes, desenhos (ou qualquer outra coisa que não dure mais que 10 minutos...risos) faço as comidinhas preferidas dela (em breve um post com as receitinhas que a Ana Flavia gosta) e seguimos felizes para sempre.


Até logo!

Natalli

4 comentários:

  1. Amiga, concordo com você. Mãe perfeita não existe, então o melhor que podemos fazer é ser feliz. Eu sou feliz trabalhando, mas tenho amigas que são mais felizes em casa, cuidando dos filhos pequenos. E aí? O que importa é mesmo ser muito feliz com a decisão tomada, sem culpa!
    Te adoro.
    Beijos!!!!!

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  2. É isso ai qualidade é tudo, sempre friso isso tbem....por isso q faço dos momentos com minha pequena horas divertidíssimas e cheias de amor!!! : ))

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  3. Nati, eu sou do avesso mesmo, eu amo trabalhar e não abro mão do meu trabalho, da minha profissão. Não tive esse questionamento na minha vida. É claro que eu vivo uma situação privilegiada, trabalho apenas meio período e tenho minha mãe que me ajuda muito e fica com a Rafaella. Então não sofri com a volta ao trabalho pois sabia que eu tinha deixado minha filha em boas mãos. Concordo com vocês que o que importa é a qualidade do tempo que permanecemos com os filhos.

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  4. Concordo com vc Natalli, realmente deixar nossos pequenos para trabalhar é difícil mas acredito ser necessário, precisamos nos sentir completas e nossos filhos um dia terão orgulho de nós... Tomara... rsrs

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