sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Educando nossos filhos - by Aline

Oi pessoal.

Resolvi falar desse tema hoje porque esse é um assunto que persegue todo pai e toda mãe. Quando o FH nasceu, o primeiro bom conselho que ouvi foi do meu sogro: “filho não dá trabalho, dá responsabilidade”. E é verdade. Se você considerar que a gente sonha com isso, planeja isso, deseja isso com todas as nossas forças, por mais que tenhamos que abrir mão de certas coisas, é meio que esperado né? Eu costumo encarar a vida com filhos como uma etapa diferente na vida. Uma etapa que tem lá suas abdicações, mas ao mesmo tempo muitas recompensas maravilhosas, com as quais sonhávamos quando solteiros, mas não imaginávamos ser tão bom e maravilhoso. Afinal, tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim mesmo, e nossa preocupação tem que ser com o lado bom ser maior e melhor que o lado ruim.

Mas voltando ao assunto, educar os filhos não é tarefa fácil. E é a parte que ocupa 90% desse item “responsabilidade” que eu falei dos nossos filhos. Eu vou dizer algo aqui que eu posso até estar sendo meio radical, mas para mim, quando vemos um adolescente de 16, 17 anos, cometendo crimes, na sua grande maioria, não tiveram pais presentes e realmente participativos em suas vidas, e ainda por cima, não souberam impor os limites que a criança tanto precisa. Disseram sempre sim para tudo, como se isso fosse compensar de alguma forma, sua ausência.

Toda criança nasce sem saber o que é certo e o que é errado, e cabe a nós, pais, mostrar isso a eles. E essa tarefa é super difícil. Em parte é culpa do nosso estilo de vida moderno: os pais trabalham cada vez mais, e se sentem culpados por não ficarem tanto tempo quanto gostariam com seus filhos. E aí, pra compensar nossa ausência, acabamos cedendo muitas vezes e deixando de dizer todos os “nãos” necessários para um crescimento saudável dos nossos filhos.

Essa culpa eu venho parando de sentir sabe? Eu sou professora universitária, é a profissão que eu escolhi pra minha vida e que eu amo de paixão. Mas quem aqui dá aula sabe que em universidade é impossível não dar aula a noite. Sendo assim, FH vai pra escola e quando ele está em casa a noite não sou eu que o coloco pra dormir, não conto historinhas pra ele, pois eu estou dando aula. Eu e meu marido. Já senti muita culpa interna por isso, muita mesmo, mas hoje tento aproveitar o pouco tempo que eu tenho com ele com muita qualidade.

Assim, quando eu fico em casa com ele não trago trabalho pra casa, não ligo o computador e procuro brincar com ele. Nas brincadeiras é sempre um excelente momento pra você ir ensinando aos pouquinhos o que é certo e o que é errado de uma maneira mais lúdica e divertida. Também não deixo de dizer não pra ele quando é necessário. Isso faz parte da responsabilidade de ser mãe.

Eu e meu marido evitamos brigar. Já reparei que brigas e nervosismo não funcionam muito com o FH. Na verdade, eu nunca gostei mesmo de brigar, discutir, acho que quando a gente fica nervoso, acaba falando e agindo sem pensar e perde a razão, na maioria das vezes. Então eu tento não agir assim com ele. Descobri que eu tenho uma paciência de Jó com o FH. Se ele faz uma coisa errada eu converso, explico, quantas vezes for preciso. E convenhamos, nessa idade, a gente tem que falar a mesma coisa centenas, ou milhares de vezes né? Mas uma coisa que eu faço, é ser sempre firme. Mesmo não gritando, mantenho uma voz firme, pra ele saber que precisa me ouvir, me obedecer. Eu e meu marido nunca combinamos que agiríamos assim. Nesse ponto temos uma afinidade tremenda, e nós dois, intuitivamente, agimos da mesma forma com ele. E isso é bom, porque ele sabe que precisa obedecer os pais, e que não adianta muito recorrer ao outro quando leva uma bronca, embora ele tente esse truque às vezes.

Eu passei minha gravidez toda pedindo a Deus que abençoasse meu filho e o protegesse sempre, mas que principalmente, Deus desse a mim e ao meu marido serenidade e força para saber guiá-lo pelo caminho do bem. Para que nós soubéssemos agir com ele de forma sensata e soubéssemos educá-lo. Então eu não me sinto culpada por ter que falar não pro FH, mesmo não passando todo o tempo do mundo com ele. Porque culpa mesmo eu sentirei se no futuro ele se envolver com drogas ou com a criminalidade, ou mesmo não ser honesto e bom. Eu sentirei uma culpa enorme e não poderei fazer mais nada, porque o tempo não volta. E eu tenho como filosofia de vida que cada um deve ser responsável pelos seus atos e assumir as conseqüências deles, sejam elas boas ou ruins. A vida é assim para todo mundo não é?

E vocês, o que pensam a respeito?
Beijos,
Aline

3 comentários:

  1. Amiga, sempre peço sabedoria a Deus para criar e educar bem minhas meninas, principalmente pq vivemos num mundo onde os jovens perderam a noção de limites (ou nunca tiveram!). Meu marido e eu tivemos uma educação completamente diferente, e às vezes a rigidez da infância dele aflora e precisamos conversar longe das crianças. A cada dia é um novo aprendizado.

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  2. nossa, concordo em tudinho. acho que o post foi perfeito e abrangeu bem o assunto.
    bjs
    andrea, mamãe da manu e da mari
    manias de ser mãe.blogspot

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  3. Amiga vc tocou em um ponto que p mim tbem e super fndamental na nova vida em formação....tbem digo os nãos sem culpas e sim, eu coloco limite na minha filha mesmo aos 2 anos...e acho q isso será a lição de uma vida toda...

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