quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A propaganda infantil na TV - by Camila

Venho a tempos querendo escrever sobre esse assunto, mas preferi antes escrever sobre a viagem que tinha acabado de fazer para vocês receberem as notícias quentinhas!

Vocês deixam seus filhotes verem TV? Por quanto tempo? Tem algum canal específico?

Lá em casa confesso que a TV é uma grande aliada em alguns momentos. Claro, a gente brinca com a pimpolha, corre atrás dela, leva para passear, mas tem hora que você quer descansar ou tem que fazer alguma coisa em casa, né?

Para ela não ficar exposta a telejornais cheios de notícias escalafobéticas, acabamos assinando TV a cabo, coisa que nunca tinha feito na vida. Assim, a pequena acaba assisitindo mais o canal Discovery Kids. Mas não é bem assistir. Ela pelo menos não pára para assistir qualquer coisa por mais de 10 minutos. Brinca, folheia livros e revistas, corre atrás dos gatos, faz suas atividades com a TV ligada, conhece os personagens, tem alguns prefiridos, mas assistir mesmo, ainda não. Alguns desenhos a estimulam a aprender números e letras e para a minha surpresa ela sabe um monte delas! Agora aproveito sempre a deixa e vou ensinando aos poucos, em forma de brincadeira, e vou acrescentando formas e cores.

Ok, Jade vê TV e eu também via na minha infância. E estou aqui viva, com estudos em dia (ok, falta fazer meu doutorado... Mas cadê a coragem?!?!), trabalho numa empresa de grande porte, ou seja, não influenciou em nada meu Q.I., minha concentração, ...

Mas o que mais me tem chateado não é a programação da TV em si, e sim a quantidade de propaganda inserida durante a programação de um canal infantil! Não tinha um projeto de lei que ia proibir isso???

http://markket.wordpress.com/
Outro dia fomos pegos de surpresa e Jade conhece Xuxa (sem nunca ter visto um DVD XSPB sequer) só de ver tanta propaganda daquele laptop; conhece Bauducco e nem gosta de biscoito dessa marca (ainda?!); conhece Santander sem nem ter conta no nome dela e nem saber o que é dinheiro; conhece Coca-Cola de tanto ver na nossa mesa e em algumas propagandas, sem nem gostar; conhece Barbie, sem eu nunca ter mostrado ou falado para ela dessa boneca; e por ai vai!

Outra coisa que também acho inconveniente é a propaganda da Lifebouy no video "Lava Mão" da Galinha Pintadinha no youtube (previsto para fazar parte do 3º DVD). É descarado o sabonete vermelho pulando de mão em mão e no final o "este video é um oferecimento de...". Ok, o criador da GP precisa ganhar dinheiro e patrocínio para fazer mais videos que vão entreter mais e mais nossos filhos, mas assim, descarado, é ruim. Não gostei mesmo. Tanto que baixei o video e editei esta parte final! Achei uma invasão. Fora que vai bitolar a cabecinha dela com medo de bactérias e germes. Mas isso deixo para outro post que também gostaria de comentar.

De tanto ver essas propagandas, Jade é capaz, com 1 ano e 10 meses de reconhecer essas e outras marcas quando sai na rua, mostrando-me como essas propagandas afetam nossas crianças. Depois a gente não sabe porque o consumismo adulto por determinadas marcam é tão grande. Porque começa desde pequeno!! Já me imagino entrando na loja e vendo-a pedindo e fazendo altas birras e manhas querendo determinado brinquedo por causa da propaganda na TV e porque a amiguinha Sicrana já tem.

Como lidar com isso? Hoje a pimpolha ainda não tem muitas vontades, mas como será no futuro? Quando ela já tiver noção que aquilo ali é vendido na loja da esquina? Acredito que a educação é a base de tudo, e pretendo não fazer todas as vontades dela para que não gere um adulto cheio de vontades, que não conhece a palavra "não"; pretendo não dar tudo de mão beijada, ela vai ter que lutar para ter as coisas que deseja, afinal é assim que acontece na vida, não é mesmo?

Você tem alguma dica para nos dar? Como é na sua casa?

Leia também: Revista Crescer, Portal Aprendiz, Revista Crescer

4 comentários:

  1. É muito difícil esse controle depois de uma certa idade, a MC adorava Discovery mas conforme foi crescendo passou a conhecer outros canais e hj ve Cartoon e até programas no NatGeo(que ela adora!!) mas em todos eles tem a dose de propagandas e não temos como evitar esse contato "direto" com eles. O mais importante é passarmos o que é certo para eles de forma simples e sincera para que possam confiar na gente e aprender o lado bom e ruim da coisa.
    A Marina já me pediu sorvete só de ver o símbolo da Kibon!! E a MC qdo pequena sabia que o símbolo do BB representava dinheiro!!!

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  2. Oi gente, bem ak são 3, eu sempre coloquei dvds na hora da tv, eles assistem sim, assistem bastante, hj em dia já vêem a programação da tv tb, não gosto da propaganda excessiva tb, até fiz um video do Bj me dizendo que queria um brinquedo que eu nem sabia o que era, quando eu era criança eu assisti muito a Tv cultura que ak no paraná é o canal 9, eu incentivo eles a verem tb, é um canal educativo com bons desenhos e não tem propagandas apelativas, acredito que devemos alimentar nossos filhos com o melhor , embora esse mercado louco queria encher a cabecinha das crianças com esse consumismo doido, cabe a nós frear e dar o exemplo de um consumo saudável. Bjks

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  3. FH também conhece muitas propagandas, mas na verdade eu não deixo ele ver muita TV. Prefiro que ele brinque hehehe
    E mesmo vendo TV eu controlo a programação. Enquanto ele for pequeno e eu puder fazer isso, vou fazendo né?
    Até o Discovery Kids, que é um canal super legal tem muita propaganda, uma pena mesmo. Acho que cabe a nós, pais, aprender a lidar com essa exposição excessiva.
    Beijos!!!!!

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  4. Oi Kk,
    Reparei por esses dias que duplicaram os comerciais de brinquedos no DK. Achei uma agressão sabe porque incentiva mesmo a criança a pedir vários brinquedos. Porque imagine se ele conseguirá escolher entre o trenzinho do Thomas, ou um Hot Wheels, ou um outro carrinho qualquer? Claro que o natural é ele querer todos já que não entende o valor que cada item desses tem.
    Achei muito agressivo mas afinal é Natal e o comércio exalta o consumismo, o que é uma pena.
    Mas fazer o que né, não existe nenhum canal que não tenha comerciais e dependem disso pra sobreviver. Aí sobra pra nós pais a difícil tarefa de ensiná-los a dizer não ao consumismo desenfreado.

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