quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gravidez: Exame de Transluscência Nucal ou Morfológico do 1º trimestre - by Roberta Lopes

Olá!

O tema escolhido pra falar hoje está relacionado com o momento exato da minha gravidez: estou com 11 semanas e 4 dias de gestação e amanhã vou realizar a minha 2ª ultrassonografia, a tão esperada (e temida) transluscência nucal. Muitas pessoas ainda tem dúvidas sobre esse exame, algumas não sabem da importância de fazê-lo, então resolvi pesquisar e falar para vocês sobre ele.

A translucência nucal é uma pequena prega na região da nuca fetal. O tamanho dela permite estimar o risco que o feto tem para síndromes genéticas, em particular a Síndrome de Down. Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular líquido na região da nuca. Portanto uma medida aumentada significa um aumento de risco.

A translucência nucal (ou TN) deve ser medida quando o feto tem entre 45 e 84 mm de comprimento cabeça-nádegas (cerca de 11 semanas até 13 semanas e 6 dias). Não existe um valor normal, o que ocorre com a translucência nucal é que quanto maior for a medida, maior é o risco. Por outro lado, quando menor foi a medida, menor é o risco.

Considera-se, em geral, que quando a TN é maior que 2,5 mm o risco aumenta consideravelmente. Lembre-se, entretanto, que a TN faz apenas uma avaliação de risco, ELA NÃO É UM DIAGNÓSTICO.

O que fazer se meu bebê tem TN Aumentada?

A síndrome de Down é a doença genética mais comum entre os fetos com TN aumentada. Quando o feto tem translucência nucal aumentada (ou risco para síndrome de Down aumentado), é necessário colher líquido amniótico (por amniocentese) ou células da placenta (com uma biópsia de vilosidade coriônica). Estes exames permitem que seja feita uma análise dos cromossomos do bebê chamado cariótipo. O cariótipo permite diagnosticar não só a síndrome de Down mas uma série de outras doenças dos cromossomos. Caso o resultado do cariótipo seja normal, ainda assim o bebê pode ter outras doenças (como por exemplo malformações cardíacas). Portanto a conduta sugerida nestes casos é realizar um exame morfológico detalhado entre 20 a 24 semanas e um exame do coração do bebê chamado ecocardiografia fetal.

A boa notícia é que mesmo quando o risco é alto (ou a translucência nucal está aumentada), o cariótipo fetal é normal e estes fetos não tem nenhuma malformação. Entretando, é importante ressaltar que os fetos com TN aumentada e cariótipo normal possuem um RISCO aumentado para malformações ou síndromes genéticas.

Quando a TN está aumentada e temos um cariótipo normal, a conduta seguinte é realizar uma ultrassonografia morfológica, entre 20 e 24 semanas junto com uma ecocardiografia fetal. Se após estes exames tivermos todos os resultados normais, podemos dizer que o risco de problemas e malformações no feto reduzem bastante, possivelmente ficam próximos ao risco que existia antes da medida da translucência nucal.

Durante o segundo trimestre, a translucência pode desaparecer ou, em alguns casos, evoluir para edema nucal ou higromas císticos.

Diferença entre a TN normal e a TN aumentada (fonte: http://www.fetalmed.net)


Qual é a vantagem de realizar a medida da translucência nucal?

O exame da translucência nucal permite que você conheça o risco do seu bebê ter a Síndrome de Down. Antigamente o maior fator de risco era a idade materna, e considerava-se que quando a mãe tinha mais que 35 anos o risco era aumentado. Entretanto apenas cerca de 30% dos fetos com Síndrome de Down nascem de mulheres com mais de 35 anos. A maior parcela dos fetos com Síndrome de Down nasce de mulheres mais jovem pois, apesar o menor risco, a fecundidade é muito maior nas mulheres mais jovens.

Só pra você entender: Toda mulher tem algum risco de dar a luz a um bebê com alguma alteração cromossômica. Se a mamãe tiver 25 anos, o risco inicial é de 1/430, isto é, a cada 430 mamães, 1 terá um filho com anomalia cromossômica. Caso tenha 35 anos, o risco sobe para 1/125. Mas esse número pode aumentar ou diminuir de acordo com os fatores já mencionados aqui, entre os quais a idade da mulher (quanto mais velha a mamãe grávida, maior é o risco) e de história na família de alterações, chamado de risco ajustado ou individual.

Como o exame é realizado?

O exame poderá ser realizado de duas formas distintas. A primeira é realizando um exame obstétrico comum. Durante este exame o profissional irá confirmar a idade gestacional medindo o comprimento do bebê da cabeça até a nádega, o tamanho deverá estar entre 45 e 84 mm. Depois será realizada a medida da translucência nucal e o valor desta medida será fornecido em milímetros. Neste caso considera-se risco aumentado quando o resultado é igual ou superior a 2,5 mm. A segunda maneira é realizando um exame morfológico de primeiro trimestre. Neste exame iremos considerar, além dos dados anteriores, a idade materna e o histórico de filhos anteriores com Síndrome de Down. O resultado será fornecido como uma probabilidade, considerando-se apenas a idade da mãe e considerando a idade da mãe, o histórico e a medida da translucência nucal. No exame morfológico, além da translucência ainda são observados outros detalhes, como o osso nasal, que poderá ajudar a classificar o risco (a maioria dos bebês com Síndrome de Down não apresentam o osso nasal). Lembre-se sempre que o exame avalia apenas o risco e não faz o diagnóstico. Isto significa que um exame "normal" não garante que o bebê é normal, apenas significa que o risco para a Síndrome de Down é baixo. Da mesma forma um exame "alterado" informa que o risco é alto, porém mesmo quando a translucência nucal está aumentada encontramos fetos normais.

Qual é a eficácia do teste da translucência nucal?

Os testes de rastreamento, como a medida da translucência nucal, não são perfeitos. Eles conseguem separar um grupo de alto risco mas mesmo nos grupos de baixo risco identificados pelo teste poderemos ter fetos com Síndrome de Down. Aceita-se que a translucência nucal tenha uma sensibilidade de cerca de 80 a 90%. Isto significa que 80 a 90% dos fetos com a Síndrome de Down serão classificados como "alto risco". Portanto cerca de 10 a 20% dos fetos com a Síndrome de Down tem medida de translucência nucal normal.

Olha... depois de ler tudo isso, não sei se fico mais tranquila ou mais apreensiva! rs. A gente fica ansiosa pra ver o desenvolvimento do nosso bebê e ao mesmo tempo com um medo de acontecer algum problema com ele... mas ser mãe é isso mesmo, sempre com alguma preocupação! rs. Na gravidez da Rafaella eu fiz a TN com 12 semanas e a médica até deu um palpite sobre o sexo do bebê - e acertou! Será que amanhã eu já terei um palpite também? Aiaiai, tomara que sim!!! Beijos e até a próxima!

Referências:

http://www.fetalmed.net/item/o-que-e-translucencia-nucal.html
http://translucencianucal.com/Translucencia_Nucal/Translucencia_Nucal.html
http://www.translucencianucal.net/
http://guiadobebe.uol.com.br/translucencia-nucal/

Um comentário:

  1. olá, Alê!

    Não consegui te responder no outro blog seu...
    mas pode ser aqui...
    Oi querida sou a mamãe do Bruno do post "olho preguiçoso".
    Olha primeiro quero dizer que seu blog é muito fofo e que sempre virei aqui.
    Sobre o meu filho, quando ele tinha mais ou menos uns 3 anos comecei notar que quando ele fizava o olhar ele tinha um mínimo desvio em um olho (mas mínimo mesmo), tão pequeno que nem marquei consulta pra ele porque olho de criança e meio assim mesmo n´´e. mas meu marido resolveu marcar porque a pediatra do Bruno diz que toda criança deve ir ao oftalmologista aos 3 anos enão aos 6 anos (o que ocorre normalmente). Aí ao levarmos até o doutor dizia que achava não haver nada mas qdo fez o exame igual agente faz. Só que ao inves de ler as letras tem que dizer os desenhos (bolo, passarinho, carro) entendeu?
    O tratamento é assim usar tampão ate 7 anos mais ou menos vai mudando a quantidade de horas por dia!!! depois vou postar no meu blog um post esclarecendo melhor tá? Vai lá,
    http://olhopreguicoso.blogspot.com/2011/09/divulgando.html
    Os marcadores olhinhos tem algo ... bjo da Cris

    ResponderExcluir

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