sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Quando os bebês dormem na cama com os pais - by Aline Berg

Hoje vamos falar de um assunto comum, complexo e muitas vezes até polêmico: compartilhar a cama com o bebê.

É certo? É errado? Como tirar esse hábito?

Não é coincidência, mas estou passando por isso e conversando com uma das MAMIS, descobri que ela está passando pela mesma situação. E imagino que muitos outros pais passam por isso também.

Ás vezes por alguma alteração na rotina da casa, por causa do frio, devido o bebê estar doente, por conta de obras na casa, ou por estarmos muito cansados á noite para fazer o bebê dormir no berço quando ele acorda de madrugada... qualquer uma dessas pode ser a razão, levamos o bebê para dormir conosco e isso vira uma bola de neve! O bebê acostuma e lá estamos nós fazendo aquilo que dissemos que nunca iria acontecer: o bebê só dorme se for na nossa cama. E aí, o que fazer?

Não estamos sós: um estudo da Inglaterra diz que 40% das famílias deixam os bebês dormirem na mesma cama com os pais.

A grande maioria dos pediatras e especialistas condenam este hábito alegando uma série de malefícios tanto para o bebê quanto para os pais.

Entre eles os riscos físicos, de machucar o bebê, restringir os movimentos dele, até mesmo sufocar a criança. Alegam também que existe a possibilidade de criar na criança uma dependência dos pais, pondendo torná-lo um adulto inseguro e por fim, o desconforto dos pais na hora de dormir, a falta de privacidade e as limitações na vida íntima do casal.

Por outro lado há aqueles que acham que dormir com o bebê pode não ser tão ruim assim e defendem que por conta da rotina corrida dos pais, isso seria uma oportunidade para ter mais contato com o bebê. Afinal, hoje em dia a maioria dos pais e mães trabalham o dia inteiro e geralmente as crianças que ficam na creche chegam cansadas e logo dormem, o que reduz muito o tempo de convívio entre pais e filhos, especialmente os bebês que requerem mais atenção. Inclusive existem linhas de pensamento entre os psicólogos que, contradizendo a maioria, alegam que o fato do bebê dormir com os pais tem seus benefícios, pois a proximidade e o contato com os pais trazem segurança ao bebê e isso pode ajudá-lo a se tornar uma adulto mais seguro. Hummm...

São duas correntes contraditórias, mas ao mesmo tempo refletem uma realidade, a dos problemas e a dos prováveis benefícios.

Muitas mães, assim como eu, ficam preocupadas em não deixar que o fato de compartilhar a cama com o bebê se torne um inconveniente e principalmente que não seja uma situação que perdure por muito tempo. E a mais difícil das questões: Como fazer o bebê voltar a dormir no berço? Acho que essa é a parte mais difícil.

As teorias e técnicas que ensinam os pais a “devolverem” o bebê para o berço, fazem tudo parecer muito simples, mas nem sempre é assim, pois isso depende de disciplina, força de vontade e uma certa dose de sangue frio. Pois, no nosso coração de mãe, ás vezes nasce um sentimento de que deixar o filho chorando por muito tempo e sozinho no quarto pode ser uma crueldade e uma atitude de desamor. Nem sempre é. Mas precisamos também observar se o bebê não tem algum distúrbio do sono (ocorre em apenas 4% dos casos), se ele não está doentinho e querendo um pouco mais de atenção, se ele não tem terror noturno ou se o quarto não está com condições ambientais (temperatura, iluminação, barulhos, qualidade do colchão e etc...) que permitam que o bebê tenha um sono tranquilo e faça com que ele prefira dormir na cama dos pais.

Na grande maioria das vezes os problemas citados acima não são o motivo principal de o bebê não querer ficar no berço, mas sim a questão afetiva e psicológica de poder estar pertinho dos pais.

É duro, é difícil e é complicado fazer com que o bebê volte a dormir no berço, mas é necessário e saudável que ele se acostume de novo a dormir no berço, mesmo que de vez em quando ainda durma na cama com os pais (afinal ninguém é de ferro, né?).

Existem algumas técnicas para fazer o bebê voltar a dormir sozinho no berço, que eu não vou citar aqui agora, mas posso dizer que seguem duas linhas diferentes de pensamento.

Uma delas, que eu considero um pouco mais radical, defende que deve-se deixar o bebê chorando no berço até cansar. Dentro de três dias ele vai se acostumar gradualmente e vai passar por três etapas:

Primeiro dia: um berreiro que pode durar horas, e vai dormir quando cansar;

Segundo dia: talvez um berreiro, muito choro e vai dormir quando cansar;

Terceiro dia: chora, mas não demora muito a dormir.

A partir deste dia, se todos sobreviverem (brincadeirinha!), o bebê se acostuma e já dorme sem chorar.

A segunda linha, propõe uma readaptação mais gradual, porém mais cansativa, pois depende que um dos pais fique com o bebê no quarto até que ele adormeça, inclusive quando ele acorda de madrugada. E aos poucos o pai ou a mãe, vai deixando o bebê sozinho cada dia por mais tempo até que ele se acostume novamente.

Eu ainda não sei qual delas aplicar, pois a primeira, considero muito agressiva e já tentamos uma vez e os resultados foram desastrosos. Depois do primeiro dia de tentativa, a Sophia passou a acordar chorando e tremendo. Não gostei mesmo.

A segunda é bem mais cansativa, mas me parece a mais sensata, afinal fomos nós que levamos o bebê para a nossa cama e simplesmente querer que ele se readapte de um dia para o outro, não me parece muito legal, pois ele pode não entender muito bem porque é que antes papai e mamãe dormiam tão gostosinho junto com ele e agora não querem mais.

E vocês mamães estão passando por isso ou já passaram? Como resolveram?

Fontes:

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,10441,00.html
http://veja.abril.com.br/especiais/bebes/p_030.html
http://drricardodecastro.site.med.br/index.asp?PageName=A-20Crian-E7a-20que-20n-E3o-20dorme
http://www.virtualpsy.org/infantil/infancia.html

7 comentários:

  1. Aline, ótimo post. Aqui em casa tô vivendo o mesmo drama que você, mas ontem mesmo comecei a levar o FH pro berço. Fiquei com ele lá até ele dormir e ele não chorou, graças a Deus. Agora é força de vontade e persistência até ele dormir sozinho de novo. O ruim é que enquanto se está aplicando a técnica, não pode falhar nem um dia né? Mas vamos lá. Espero que você consiga também. Beijos!!!!!

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  2. Oláaa ... estou vivendo a tal da cama compartilhada e vou me dar este "presente"até o final do ano que é quando me formo e dai já não terei a desculpa de que o meu momento da semana com ela é quando sormimos abraçadinha !!! tenho plena conciencia que serei aquelas mães que a super nany educa que o filho dorme em paz e a mãe sai chorando do quarto kkkkk .... mas não da para dormir juntinho a vida toda né .... maridão até desistiu e desmontou o berço (disse que estava lá só juntando poeira) ....

    beijosss e bom final de semana

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  3. Já dormiu comigo, já dormiu no berço, e hoje dorme comigo na nossa cama...mami,papi e filhinha e eu amoooooo...aliás nós amamos//eu nao prego o olho com ela na cama sozinha, morro de medo de acontecer algo ///pura insegurança///mas com 2 anos ela vai pra caminha dela...vamos nos empenhar eu prometo//bjo adorei o post

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  4. Aqui, graças a Deus, a Rafa dorme no berço dela desde que chegou da maternidade. Ainda tenho que ficar lá no quarto com ela até ela dormir, mas ela só dorme lá. De vez em quando trago ela pra minha cama cedinho pra dormir mais um pouquinho nos fds, mas ela nunca acostumou a ponto de querer ficar lá. Agora, com a chegada do outro bebê, vamos passar ela pra cama, será uma nova adaptação e espero conseguir ensiná-la a dormir sozinha!

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  5. Eu sempre dizia que o Pedro ia pro berço desde que chegasse da maternidade. Mas após o nascimento dele, vi que a coisa não era tão simples rss ele ficou no carrinho no nosso quarto e logo depois vieram as terríveis cólicas =/
    Por fim, ele ficou conosco no quarto até uns 4, 5 meses. Durante o dia eu o colocava pra dormir no berço e à noite, no carrinho. Se estivesse doentinho, com febre, ae abria exceção e o colocava na cama.
    Então a transição pro berço e pro quarto dele foi super natural, graças a Deus.
    Ainda hoje adoro dormir com ele do meu ladinho, mas qdo ele adormece, eu o ponho no berço. Até pq se não for assim, amanheço quebrada rss
    Meu esposo teve uma experiência muito dolorosa em relação a isso. Ele sempre dormiu com a mãe (ela era solteira) e aos 7 anos mais ou menos, se viu obrigado a dormir no quarto sozinho porque a mãe havia se casado. Então pra ele foi horrível, via monstros, morria de medo dessa separação tão brusca.
    Por isso eu concordo com a segunda opção, de que essa transição seja feita de forma gradual. Até mesmo pra nós mamães nos acostumarmos à ideia pq termos ao lado a noite toda realmente é uma delícia hahah confesso que adoro mas pela experiência do meu marido, eu encaro o fato de ele dormir no quartinho dele. Melhor agora que o medo é meu, não dele rss
    Adorei o post! Sua posição é bem equilibrada.
    Bjs,
    Mi

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  6. Desde antes ficar gravida eu sempre dise que minha filha ia dormir no berço dela, no quarto dela que fizemos com tanto amor e assim fizemos,desde o 1º dia colocamos ela no berço e nós levantavamos sempre que precisava, e assim foi desde sempre e olha que Anna Laura só veio dormir a noite inteira depois que fez um ano! eu passei por isso muito recentemente, o Mario viajou a trabalho, 7 dias fora e eu fui pra casa de mainha, lá dormimos eu e ela na cama. Não precisou de mais nada, quando voltamos pra casa ela tinha desacostumado do berço e so queria dormir na cama e pior comigo. E não era por nenhum motivo que você citou aí, era manha mesmo, costume. Passamos um tempo dormindo assim, afinal era muito gostoso! Mas aí depois fui pensar no pós e contras e com certeza pra mim não há beneficios futuros não, resolvi fazer a readaptaão do berço. Primeiro tentei a mais gradual e não deu certo pois sempre ela acordava a noite e ficava chorando foram mais de 15 dias assim,cansei, e fui pra mais radical sim, é mais dolorido, não sei mais pra quem, mas foi a que deu certo. Foram duas tentativas a 1ª falhei por coração mole demais e 2º fui mais forte e foram 4 dias de choro onde no primeiro foi mais de hora mesmo chorando! Mas deu certo no quinto dia ela ja não chorou, dormiu beleza e hoje ela quem chama pr ir mimir! rs valeu a pena!

    adorei o post!
    beijooooxxx

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  7. Aqui em casa tbm partilhamos a cama, primeiro foi com a Maria Clara e durou bastante tempo mas ela quis ir dormir no quartinho dela por conta própria sem stress. Quando a Marina chegou foi direto para o berço, e a Maria Clara dormia com ela. Tudo perfeito, as duas juntinhas no quartinho!! Até a Marina ter as convulsões, aí bagunçou geral e as duas voltaram para o meu quarto, Maria Clara tem seu colchãzinho e Marina divide a cama com a gente mas ainda vamos colocá-las no quarto de volta!!!

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