sexta-feira, 12 de agosto de 2011

24 horas é pouco? - by Anne

Olá queridos leitores,

Hoje vou falar um pouquinho do tempo, aliás da falta dele, pois bem, quantas coisas você faz ao mesmo tempo para dar tempo? Pode soar até engraçado a frase, mas certamente muitas pessoas já se pegaram agindo desse modo, mas será que isso é bom?

O que ocorre na maioria dos casos é o comprometimento em fazer determinadas coisas num único dia, tudo transcorreria normalmente se houvesse planejamento estratégico, você deve estar se perguntando, planejamento estratégico da vida pessoal? Meu Deus a que ponto chegamos!, eu pensei isso também quando ouvi pela primeira vez sobre o tema, mas tentando colocar em prática, pude perceber que nada mais é que fazer somente aquilo que dá realmente para fazer, uma coisa de cada vez obtendo ao final um saldo sempre positivo das minhas ações.

Com isso, deixei de me cobrar, enfim de me frustrar daquilo que não “havia dado conta de fazer”, ou havia feito “por cima” e passei a viver a vida de um modo mais real eu diria. Nos dias de hoje ser mãe, esposa, dona de casa, trabalhar fora não é nada fácil, mas se pensarmos bem, quem disse que seria? Nínguem né, então o jeito é distribuir atividades ao longo das 24 horas diárias ou tentar dar conta de tudo independente do que seja e parar de viver pedindo para o dia ter mais que 24 horas.

Quantas vezes não temos vontade de ser duas, três, quatro ao mesmo tempo? Muitas né, sempre haverá uma lista de coisas infindáveis brigando por um espaço em nossa agenda, dos compromissos com os filhos aos profissionais, passando pela administração da casa, dos programinhas com o marido, além dos seus desejos pessoais, que pasmem, ainda vivem apenas porque teimam sobreviver, risos, como por exemplo, ler um livro, fazer ginástica com regularidade, encontrar amigos, tudo isso vira piada frente a tantas tarefas que se multiplicam ao longo do dia.

Se não bastasse isso tudo, devemos nos lembrar que vivemos em uma era virtual que se incubiu de criar novos atrativos para ocupar ainda mais tempo e que se não nos conectarmos a ela, estamos definitivamente fora de qualquer seguimento da sociedade, é realmente de faltar o ar até mesmo em mentes mais sadias.

O fato é que não dá para negociar com as horas, então só nos resta mudar nossa relação com o temido tempo, podemos delegar mais e complicar menos, abaixo algumas dicas preciosas da psicóloga Cecília Russo Troiano:

1 – Perfeita não, possível sim, o estereótipo de mãe perfeita de hoje é cruel com as mulheres, caímos na armadilha de querer fazer tudo sem abrir mão de nada, devemos aliviar essa carga e buscar a mãe possível no lugar da perfeita. Para isso, talvez seja bom seguir menos manuais de instrução e dar mais espaço para o instinto e a espontaneidade, afirma a psicóloga.

2 – Impulso em se comprometer, assim como as mulheres os homens tem vários papéis, são maridos, pais, filhos, cidadãos e profissionais, mas a reclamação de sobrecarga é quase que na maioria feminina, parece que as mulheres tem um impulso para assumir responsabilidades mesmo quando isso não é necessário nem foi pedido. È comportamento de gênero, mas que pode ser graduado, dividir tarefa pode ser uma boa dica, além de avaliar se você deseja se envolver em mais um compromisso para sua vida, se ele é realmente necessário e quais serão as conseqüências de se envolver com ele, assim você controla o impulso de se comprometer com tudo e se torna mais seletiva.
3 – Há quanto tempo não ficamos sem fazer nada, apenas vendo a grama crescer, parece impossível nos dias de hoje não? Não, é possível ter algum tempo para se observar a natureza sim, precisamos aprender que fazer nada é fazer algo muito valioso, é fundamental para saúde mental e física de qualquer ser humano.

4 – Deixe-os crescer, quantas vezes você não se pegou pensando qual atividade ia propor ao seu filho? Todas fazemos isso em algum tempo, mas mães não podem se comportar como monitores de acampamento infantil, oferecendo entretenimento constante, devemos lidar com o tempo livre dos pequenos sim, mas eles também devem decidir com o que brincar, pois isso implica no crescimento emocional infantil.Muitas mães acham que se seus filhos estão brincando sozinhos, estão abandonados, quando na verdade é o contrário, brincar sozinho ajuda no desenvolvimento das potencialidades, finaliza a psicóloga.

Depois de tantas dicas, espero conseguir um planejamento mais eficiente, se bem que fui apresentada ao tempo há exatamente 18 meses e 1 dia, dia em que Gabriel nasceu, e acho que estou evoluindo em sua administração, fazendo com que minha vida se torne mais leve e fácil de ser vivida. Antes do nascimento do Gabriel eu não tinha noção do milagre que o tempo é capaz de fazer, risos.

Considero que uma das causas da minha DPP foi o fato do mal gerenciamento do tempo, eu pensei que continuaria dando conta de fazer tudo, como sempre havia feito, hoje percebo que pelo menos no meu caso, isso não é possível e nem quero para falar a verdade, afinal são outros tempos.< Já desejei mais que 24 horas, hoje desejo que eu consiga cumprir ao que me propus nas 24 horas e “tento” não me propor a mais do que é possível, esse encaixe é questão de tempo, olha ele ai novamente, bendito tempo, risos.

E você leitor, dá tempo ao tempo? Ou não anda sobrando tempo por ai?

Um beijo grande e um ótimo final de semana e aos papais UM DIA DOS PAIS repleto de afeto. Obrigada Deus por fazer com que pais por tornem o sonho de ser mãe possível as mulheres!

Fonte
Revista Crescer Ed 213 - Agosto 2011

Imagens
http://risada.com/
http://oindizivell.blogspot.com/
http://www.r7noticias.com

Um comentário:

  1. Amiga, eu não tenho tempo sobrando não hehehe
    É difícil mesmo, hoje em dia a gente vive correndo, ficar 5min na fila de espera do banco parece uma tormenta. Nem parece que há pouco tempo atrás a gente ficava mais de uma hora em dias calmos hehehe
    Precisamos mesmo aprender a administrar melhor nosso tempo.
    Beijos!!!!

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