quinta-feira, 7 de julho de 2011

A Saúde do Bebê: Roséola - Você sabe identificar? - by Aline Berg

O fim de semana foi perfeito, a segunda-feira foi tranquila e na terça-feira quando a mamãe vai sair pro trabalho, antes de deixar o baby na creche, percebe que ele está enjoadinho. Dá um beijinho na testa e pimba! Febre. 
Mede a temperatura: 39,5ºC. Imediatamente, dá um antitérmico pro bebê, liga para o pediatra. A recomendação? Espere 72 horas, cuide e observe, se a febre persistir venha ao meu consultório. Aí a mamãe liga para o trabalho, avisa que não vai e fica em casa para cuidar do baby. 
Ao mesmo tempo começa a remoer a memória para identificar o que pode ter acontecido no fim de semana para ele estar com febre neste dia, será que resfriou e agente não percebeu? Será virose? Infecção de ouvido? Mamãe verifica que ouvido não dói. Garganta? Nada! Nesse momento a mamãe faz um check list de todas as doenças infantis: sarampo, catapora, caxumba, rubéola... Ué, mas ele não tomou as vacinas?  Ai meu Deus o que será isso?
O segundo dia chega e... febre! 
No terceiro dia mamãe e papai já estão surtando e acordam rezando: não vai ter febre, não vai ter febre, não vai ter febre... febre! 
Febre, febre, febre, febre!
O que deveria ser uma notícia feliz, torna-se a maior da icógnitas da ciência da maternidade: Mas ele não tem nenhum sintoma! Não tem vômito, não tem diarréia, o ouvido não dói, não tem nenhum dente nascendo! 
As mais apavoradas (com eu!) já se fazem a pergunta: E se o pediatra NUNCA descobrir o que é? Pronto, pânico na floresta!
Toda a programação do final de semana está cancelada, porque ninguém sabe o que vem por aí , papai já marca uma consulta com o pediatra na sexta-feira e mamãe ainda quer marcar com mais três, porque se esse não descobrir o que é, alguém descobre.
No quarto dia o bebê acorda mais alegrinho, nada de febre! A mamãe esboça um raio de alegria. Há uma luz no fim do túnel. No meio da manhã, na hora do banho a mamãe percebe algumas pintinhas vermelhas no tronco do bebê que em algumas horas se espalham por todo o corpo e a mamãe só não pira de vez porque sabe que tem consulta marcada com o pediatra para o horário da tarde.
Chegando ao consultório, procedimento padrão, o pediatra pergunta: Mãe, o que está acontecendo com o seu bebê? A vontade da mamãe é responder: bem que eu gostaria de saber! Mas ela conta toda a sua saga dos últimos três dias e mostra o corpinho do bebê todo pipocadinho de vermelho.
O pediatra no alto da sua sabedoria e tranquilidade, solta o diagnóstico sem dó nem piedade: Exantema súbito!
UAAAT???? A mamãe ameaça chorar, já pensando que, pelo nome, isso não tem cura.
É nessa hora que os pediatras resolvem falar na nossa língua e explicam, que Exantema súbito também é chamado popularmente de Roséola, Rosácea, Vermelhinho ou febre dos três dias. Que a roséola é uma virose que é transmitida pela saliva, que o único sintoma desta doença é a febre e que só é possível identificar a roséola, depois que a febre passa e as pintinhas aparecem, porque esse é uma característica desta virose. E que as pintinhas são um sintoma normal que logo passam e que a febre dura só três dias e que não vai voltar mais. 
Aí a mamãe respira aliviada e sabe que vai ver o seu bebê saudável e  feliz novamente.
Assim que chega em casa o papai procura no Google: "Roséola"

A Roséola, também conhecida como exantema súbito, febre dos três dias ou sexta doença, é causada por um vírus da família do vírus herpes. É uma doença infecciosa aguda e contagiosa, que afeta na maioria das vezes bebês entre seis e doze meses de idade. Ela é frequentemente confundida como “alergia a antibióticos”, pois, como gera febre alta e persistente nos primeiros dias.

 A Roséola Infantil tem um início repentino com o aparecimento de febre alta, diminuição do apetite e irritabilidade associados à febre, sem outros sintomas. A febre alta mantém-se durante três a quatro dias , havendo um contraste entre a intensidade da temperatura e o aspecto da criança que não aparenta estar gravemente doente, ou seja, ela brinca nos intervalos da febre. Ao terceiro ou quarto dia de doença a febre , até aí elevada, desce rápidamente e desaparece, podendo excepcionalmente manter-se por mais um ou dois dias. Coincidindo com a descida ou desaparecimento da febre surge uma erupção na pele, que se espalha do tronco para o pescoço e para os membros superiores, poupando a face e os membros inferiores. A erupção é constituída por pequeninas manchas de cor rosada, por vezes ligeiramente salientes, que se atenuam com a compressão e desaparece um ou dois dias depois de ter surgido, sem deixar marcas.

Habitualmente a Roséola é uma doença de evolução benigna, que cura sem complicações, com exceção para as convulsões que podem ser desencadeadas pela febre elevada.

O diagnóstico de Roséola Infantil é feito com base nos sintomas e sinais apresentados e coincide em geral com o fim da doença, pois, é o aparecimento da erupção, o momento em que há remissão da febre anteriormente elevada que orienta o médico.
O tratamento da Roséola Infantil é apenas sintomático (controle da febre), visando o conforto da criança e a prevenção de eventuais convulsões febris. A aspirina não é administrada a crianças, pois ela aumenta o risco de síndrome de Reye.

Ãhhhnnnmm, tá!

Fontes:
http://www.coisasdebebe.com.br/bebe/index.php/e-agora-doutor/1-e-agora-doutor
http://brasil.babycenter.com/baby/saude/roseola/

4 comentários:

  1. Ãhnnnnn tá2! kkkkkkkkkkkkk
    Não conhecia essa doença, bom saber. Seu post ficou ótimo!
    Beijos!!!!!

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  2. Meu sobrinho teve....mas como o pai dele é medico de cara já deu o diagnostico!!! muito louco esse virus!!!

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  3. Nada como a experiência do dia a dia....estou seguindonseu blog...bjus

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