terça-feira, 19 de julho de 2011

O que seu filho anda aprontando? E alguns cuidados para evitar acidentes - by Roberta Groba



Olá, hoje irei falar sobre o que nossas crianças "aprontam" no dia a dia!!
 Aqui em casa são duas meninas, a primeira sempre foi muito calminha  a segunda já apronta todas. Antes mesmo de começar a andar já queria subir escada, subia na mesinha de centro, entrava no armário, se pendurava no móvel da TV, ... e por aí vai.
 Sei que não devemos comparar um filho com o outro mas é inevitável reparar nas diferenças de cada um!!
 Muitas vezes toda essa peraltice traz preocupação para os pais que indagam se isso é uma coisa normal ou hiperatividade. Na minha opinião acho super normal uma criança que está descobrindo o mundo fazer certas coisas, como diria minha avó é "Sinal de saúde!!"
 Mas ainda assim passo umas vergonhas nas lojas, principalmente quando estou sozinha com as crianças - isso acontece menos quando o pai está junto. Se proibo de mexer em alguma coisa a birra começa e é um Deus nos acuda, às vezes ela vai chorando até em casa seja qual for a distância.

 E tudo começa com a descoberta de novos horizontes pelos pequenos.
 É com os primeiros passos que se inicia para o bebê um período de grandes mudanças, dado que agora é capaz de entender o mundo que está à sua volta a partir uma perspectiva mais ampla. Andar permite-lhe ver as coisas numa outra dimensão e desenvolver a sua imaginação a partir de planos diferentes. Nesta etapa, andar é um dos sinais de maturidade mais importantes, juntamente com o sono noturno. A partir deste momento, o bebê pode deslocar-se pelos seus próprios meios e chegar a todas as partes dentro e fora de casa. As mais inofensivas e também as mais perigosas. O bebê movimenta-se por todos os lugares a que tem acesso: não ficarão de fora o quarto, a cozinha, os corredores, as varandas ou qualquer outro lugar escondido da casa. Também atrairão a sua atenção os objetos que encontra no seu caminho, pois em cada criança existe um explorador inato, especialmente se ela se sentir capaz de bisbilhotar sozinha. Movida pela curiosidade de explorar um mundo novo que acaba de descobrir, aquilo que até há alguns dias lhe era impossível, já não o é: as coisas que vê ao longe já não lhe são inacessíveis. Alguns passinhos mais rápidos, e já está!

 E assim foi por aqui, os primeiros passos vieram e nada mais pode ficar no lugar, minhas gavetas debaixo estão vazias, a mesinha não tem mais enfeites, as portas vivem fechadas. Não há mais limites para as descobertas. E  o mais interessante disso tudo é saber que os brinquedos estão ali prontos esperando a próxima brincadeira mas... as coisas da mamãe são mais interessantes.


Mas é preciso impor limites? Sim ou não?
Geralmente, quando o bebê começa a andar, a mãe não para um segundo só para olhar onde está, no que toca, ou o que faz. Sente que tem de se transformar num polvo para poder contê-lo. No entanto, muitas mamães duvidam se devem ou não reprimir este espírito explorador; dito de outra maneira, se devem impor-lhe limites. E a resposta é sim. Porque existe a possibilidade de que a criança se magoe ou ponha em sério risco a sua saúde (e também a sua vida). Nesta fase, prevenir é o objetivo principal e a função dos limites é proteger o pequeno de lesões e traumatismos sérios. É verdade que é difícil impor limites de forma rápida, mas lembre-se de que o fundamental é prevenir. Se o pequeno está a mexer em alguma coisa que não deve e ouve um "Não" rotundo, depressa perceberá quais as coisas que pode fazer e quais não pode. As grandes explicações, tipo sermão, não servirão de muito, mas é bom explicar-lhe o porquê, obviamente na medida em que a criança possa compreendê-lo. Se mantiver esta postura, em pouco tempo compreenderá.
 Aqui o "Não!" surte pouco efeito por enquanto, como com a primeira foi mais fácil agora estou penando um pouco.


 A casa e os seus perigos, já se sabe que grande parte dos acidentes com crianças acontece dentro de casa.
 É errado pensar que esta ou aquela parte da casa é perigosa, e as outras são seguras. Embora seja na cozinha onde se encontram os elementos cortantes, toda a casa representa um perigo para o bebê. O pequeno deixa-se levar pela curiosidade, e o risco está presente, tanto no banheiro como na mesinha de apoio na sala. Por isso, é necessário fazer algumas alterações para adaptar a casa à nova condição que o bebê adquiriu. Mas para além de proteger as antiguidades da avó que estão na sala de jantar, estas modificações tornam-se úteis para proteger o bebê de tudo aquilo que poderia pôr em perigo a sua saúde. Não esqueça que os acidentes do lar representam entre 60 e 70 por cento dos acidentes mais graves – traumatismos cranianos, contusões severas, eletrocussão, acidentes com eletrodomésticos – quando o pequeno tem entre um e seis anos.

Mas, que alterações é necessário realizar? Tudo que estiver ao alcance do bebê deve colocar-se mais acima: desde os porta-retratos e cinzeiros, até às decorações que estão na mesinha de apoio. Se não fizer, é possível que dentro de pouco tempo todos eles fiquem feitos em pedaços, e isso poderia ferir o bebê. O ideal é que a família inteira atue antecipadamente, já que a maioria dos acidentes em casa são totalmente previsíveis. Fazendo um percurso pela casa, é possível identificar os lugares e objetos aos quais é necessário dedicar uma especial atenção.



A cozinha

A cozinha é o local onde, além de preparar as refeições, também se guardam os instrumentos cortantes (facas, robots de cozinha, etc.). Todos estes objetos devem colocar-se em armários altos ou em armários que possam fechar-se, para impedir que o bebê possa abri-los pelos seus próprios meios. Quando estiver cozinhando, convêm que acenda os bicos da parte de trás do fogão. Isto evitará que – mesmo que se ponha em pontas dos pés – a criança ponha um dedinho no lume ou agarre em alguma panela ou frigideira, cujo conteúdo poderia cair-lhe em cima e provocar-lhe sérias queimaduras. Quanto ao forno, embora existam fechos especiais que impedem a sua abertura, o ideal é que quando estiver ligado, o bebê esteja fora da cozinha, já que o simples contato com a porta ou as paredes do forno pode provocar-lhe queimaduras.



A sala de jantar

Na sala de jantar, o maior perigo são as mesas de vidro ou de mármore que se apoiam sobre dois pilares: os bebês podem pendurar-se no tampo, que pode cair-lhes em cima e provocar-lhes sérios traumatismos no crânio ou no tórax. Se tiverem cantos ou arestas, as mesinhas de apoio também são perigosas, uma vez que o bebê pode ferir-se se cair sobre elas ou se embater de frente. Para prevenir acidentes, existem proteções de borracha ou silicone que se colocam nos cantos dos móveis, e, em caso de golpe, evitam que o bebê se magoe. Nunca permita que o bebê suba para os sofás ou outros móveis. Lembre-se que quanto mais alto for o lugar, maior será o tombo e portanto maiores serão as consequências. Coloque num lugar elevado todos os objetos decorativos que existem na sala de jantar. É melhor prevenir do que lamentar.



O quarto

No quarto, um dos perigos é a cama. Quando o bebê é muito pequeno, pode rolar e cair ao chão. Quando é um pouco maior, a cama converte-se num trampolim encantador. Por isso, não permita que as crianças saltem em cima da cama. Se em cima da cômoda costuma colocar perfumes e cremes, chegou o momento de guardá-los em outro local, pois o pequeno poderia ingeri-los.



O banheiro

O banheiro é um dos locais prediletos dos bebês: o vaso sanitário parece possuir um atrativo mais que especial, quer seja para "lavar as mãos", ou para atirar brinquedos pequenos, com o consequente problema doméstico que isto implica. A tampa do vaso sanitário deve estar sempre fechada (existe um fecho que não permite abri--la). Mas cuidado: deixe a porta do banheiro fechada, pois com a tampa do vaso sanitário fechada converte-se num excelente banquinho para subir. Ao mesmo tempo, nunca guarde medicamentos nem produtos de beleza ao seu alcance, pois muitos deles são tóxicos, e não convêm deixá-los onde os encontrem.



Varandas, pátios e jardins

Tanto a varanda como as janelas devem ter sempre proteção metálica ou de rede. Se gosta de jardinagem e tem em sua casa plantas variadas, confirme com um especialista se alguma delas é venenosa. Se for assim, retire-a. O estado dos vasos deve ser verificado, já que muitos, especialmente os de barro, desenvolvem fungos que poderão ser nocivos para o bebê. Se a casa tem piscina, deve estar cercada por uma rede com um metro de altura. Uma queda acidental poderia ser fatal. As cancelas que se utilizam para fechar escadas são ideais para limitar o acesso a pátios, jardins, e lugares que poderão ser perigosos para o seu filho. São em plástico e têm uma altura aproximada de um metro, e adaptam-se à largura de todas as aberturas.



Produtos, um perigo

Um capítulo à parte merecem os medicamentos e produtos de limpeza, que no caso de serem ingeridos pelo bebê poderiam causar-lhe uma grave intoxicação, às vezes irreversível. Se costuma guardar os artigos de limpeza num armário de chão ou na parte debaixo da lava-louça, não demore em mudá-los de local. E o mesmo é válido para os medicamentos ou artigos de beleza que estão guardados no armário do banheiro ou num lugar de fácil acesso para o seu filho. O ideal é colocar tudo fora do alcance do pequeno, em armários altos e com chave (lembre-se de não deixar a chave na fechadura, para que o pequeno não possa abrir o armário).


Enfim cuidado nunca é demais quando se trata de nossos pequenos desbravadores!!!
E na sua casa como é? O que seu filho anda aprontando? Venha nos contar!!!
Até a próxima.


Links interessantes:

http://www.lmmanutencao.com/index.php?pg=noticia&id=126

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u609120.shtml

2 comentários:

  1. Olaaa ... que tema incrivelmente interessante .... eu estou exatamente nesta fase, e saber que vc tem uma filha que não deu tanto "trabalho" me deixa um pouco mais aliviada para pensar num proximo kkkkkk em casa não tenho muito problema todas as alterações possiveis já foram feitas MASSS fica a dica de um talves possivel post (COMO AGIR COM OS PEQUENOS DESBRAVADORES EM LOCAIS PUBLICOS) eu já não sei como agir .... eu falo não e ela faz birra, pego no colo ela quer descer, ela desce e vai fazer o que não pode .... as pessoas com cara de (ah se fosse filha minha) COMO AGIR ???

    beijos Sii a mamãe da Isaa

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  2. RoG, amei o post. Essa fase é um terror mesmo. Hoje mesmo comentei na escolinha: o FH sempre foi muito calmo, mas de uns tempos pra cá parece que ele despertou pro mundo, não pára mais quieto, está com pressa de descobrir o mundo hehehe Acho que daqui a pouco toda essa curiosidade com a casa vai diminuindo gradativamente né?
    Beijos!!!!

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