segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vaidade Infantil - by Alê


Dias desses pego minha florzinha no flagra tentando se equilibrar meio sem jeito nas minhas botas de salto alto e andar pela casa. Após a surpresa me vem a grande dúvida: será que minha filhinha, nesse idade já dá sinais de vaidade? Será que essa vaidade pode sair dos trilhos? Devo começar a me preocupar já?
Depois do susto resolvi entrar na brincadeira, rimos e tiramos fotos! E é por isso que resolvi fazer esse post sobre vaidade infantil: natural ou influencia?
Muito comum ver crianças passeando por aí de maquiagem e com calçados que imitam modelos adultos preocupam os pais que não concordam com esse tipo de comportamento. 
"Mas não acho que seja o caso de reprimir, e sim adequar esses detalhes à rotina da criança", afirma a psicóloga Luciana Lumenthal, da Elipse Clínica Multidisciplinar. No exemplo do começo do texto, uma boa gargalhada, na opinião da especialista, não teria problema nenhum. O salto ali tem um tom lúdico, da mesma forma que pintar as unhas numa brincadeira de salão de beleza não é motivo de preocupação. (Ufa ainda bem, tirou um peso da minha consciência)
Ela ainda diz que não se deve proibir, e sim oferecer outras opções mais adequadas a idade. "Não basta apenas dizer não para a minissaia. Escolha um vestido lindo para a sua filha, mas num modelo próprio para criança. E elogie muito, fazendo com que ela se sinta valorizada". E não pode também reprimir toda manifestação de feminilidade, a criança pode se sentir culpada em querer e gostar de se arrumar, podendo ser prejucial ao seu desenvolvimento."

“Mãe, eu não agüento mais esse meu nariz! É horrível, não tem absolutamente nada a ver com o meu rosto! Me dá uma plástica de aniversário?” Esse foi o pedido mais inusitado que a empresária Viviane Freitas ouviu de sua filha, Carolina. Tudo bem que tá assim de mãe que ouve as filhas reclamando da aparência, mas Carol, como a garota prefere ser chamada, tem apenas oito anos. 

E aí eu penso: onde é que foi parar a infância da garotada?

Que as crianças de hoje são completamente diferentes das que fizeram parte da geração passada, todo mundo já percebeu. No entanto, essa vaidade desenfreada e a pressa de se comportar como um adulto é preocupante – e muito! Afinal de contas, já tem muita menina por aí trocando a festinha de aniversário por sessões com várias amigas em salões de beleza.  Ao invés de brincar, elas se reúnem para fazer maquiagem, escova e unhas dentro do quarto. 

Esse desejo de agradar aos outros e fazer parte de um grupo é o principal motor que leva crianças, cada vez mais cedo, a se interessar pelos cuidados com a aparência. Para o psiquiatra infantil Gustavo Henrique Teixeira, não há como evitar que as crianças de hoje sejam bombardeadas com a ideia de que a felicidade está ligada à beleza e ao consumo. “Atualmente o legal é ser bonito e vaidoso para ser bem-sucedido na vida. E é essa a ideia que elas recebem o tempo todo da mídia. Se a criança não tiver essa influência dentro da família, terá na escola. A garotada acaba competindo entre si, o que pode causar episódios de stress em quem se preocupa demais com a vaidade”, comenta. 

Eu me pergunto então, vou saber quando a vaidade de minha filha estiver passando dos limites? Você pai e mãe sabem ou saberão? Abaixo algumas atitudes que podem identificar esses sintomas, pois tudo que é excessivo deve ser visto com cautela. 
  • Se a criança não brinca porque não quer se sujar ou amassar a roupa; 
  • Se ela passa mais tempo se arrumando do que se divertindo; 
  • Se seus comentários são direcionados somente às aparências das pessoas; 
  • Se ela exclui os que não acha bonitos; 
  • Se ela se priva de determinados alimentos comuns às outras crianças, com o pretexto de que fazem mal à pele; 
  • Se critica os pais em relação à aparência deles com frequência; 
  • Se tem preocupações incomuns à idade (como peso ou celulite).

É saudável procurar um psicólogo para conversar e sanar as dúvidas.

Outra dica importante é direcionar a vaidade para o autocuidado, ou seja, mostrar à criança que não adianta usar roupa da moda se não tomar banho todo dia e direito. De nada vale comprar a bota da apresentadora da TV se não mantiver as unhas aparadas e o cabelo limpo. Não adianta ser linda e fútil. Não adianta ter um corpo forte e uma cabeça fraca. Não adianta passar batom e os dentes estarem sujos. Não adianta ser admirada pelos outros se ao se olhar no espelho, não gostar de si mesma.

A vaidade excessiva na infância contribui para que as crianças deixem de viver etapas fundamentais de seu crescimento e compromete as áreas social e escolar. Um dos maiores prejuízos é a criança deixar de brincar com atividades que explorem seu desenvolvimento psicomotor, como correr, pular, subir em árvores, andar de bicicleta ou mexer com tinta para não se sujar, amassar a roupa ou transpirar. Isso é péssimo para sua formação, pois, mais tarde, ela pode se tornar um adulto com sérios problemas: desde um comportamento infantilizado até um transtorno obsessivo.

E aos pais, o que cabe fazer para controlar os impulsos consumistas e vaidosos da molecada? 

Para Giselle, psicologa infantil, pai e mãe não devem se omitir diante do fato, mas educar as crianças para que elas tenham senso crítico e saibam distinguir o que é supérfluo e o que é necessário. “Eles devem ensinar a criança a identificar o que vai ser realmente útil ou benéfico para elas. Ela precisa ter outros valores, não pode apenas pensar na própria vaidade.Muitos pais que trabalham muito acabam cedendo aos apelos de consumo dos filhos por se sentirem culpados pela ausência, afirma.

Para os especialistas, a preocupação maior em relação a essa transformação da criançada em adultos mirins é a perda precoce da fase mais gostosa da vida. “A hora de brincar e curtir a infância é agora. Quando crescerem, essas crianças terão percebido o que perderam. E aí vai ser tarde demais”, conclui Giselle.

Deve-se buscar o equilíbrio por parte dos pais para que haja controle sobre os impulsos da criança, já que não há maturidade para decidirem por eles próprios. Tão importantes quanto estabelecer limites, é dar o exemplo, nada daquela historia: "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".Os pais devem conversar com os filhotes e explicar sobre os perigos do excesso da vaidade e começar a desenvolver uma vaidade positiva.



E seu pimpolho(a) é vaidoso(a)? Você acha que é uma vaidade saudavel?

Beijos, Alê!


Créditos:

4 comentários:

  1. A Isa é muito vaidosa...ja observei isso...e dô corda para a vaidade dela....coloco varios lacinhos, pulseiras, penteio o cabelo, incentivo a usar perfume, creme.....as vezes me vem essa paranoia, será q estou exagerando??? mas vou deixando p ver ate onde vai a vaidade da minha peruinha...a bola da vez são as bolsas hehehehheh

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  2. Ih, aqui em casa não tem vaidade não Maria Clara sempre detestou grampinhos, enfeitinhos, etc... E nuca me preocupei com isso hj ela quer perfume, batom mas bem moderado já a Marina não sei mas grampinho de cabelo ela prefere comer do usar no cabelo... kkkkkkkk

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  3. Muito bom o post!
    A Sophia adora uns badulaques...rs... hoje mesmo tirei uma foto dela com um colar meu que é quase do tamanho dela! Adora uma bolsa, qualquer uma, até sacola de mercado...kkk
    Eu não proíbo e levo na brincadeira, afinal elas ainda não entendem o que é vaidade. E afinal, um pouco de vaidade não faz mal á ninguém, né?
    Bjusss

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  4. Adorei o post. Acho que a vaidade precisa ser estimulada sim, porque é uma questão de auto estima. Principalmente pras meninas. A sociedade cobra muito ainda que a mulher se cuide. Mas os pais tem que impor limites também e fazer com que a vaidade seja algo gostoso, que signifique gostar de cuidar de si mesmo, gostar do próprio corpo. Isso envolve muitas questões, e é muito complexo.
    FH também sabe quando ele está bonito, a gente sempre elogia quando ele escolhe a própria camiseta, e ele se exibe também, e eu acho isso saudável sim.
    Bora enfeitar esses bebês!!!! rsrsrs
    Beijos!!!

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