sexta-feira, 20 de maio de 2011

Natação Infantil - Bebês - by Anne

Olá queridos leitores, hoje irei abordar o tema Natação Infantil, especificamente a natação para bebês, tentarei conceituar o tema, falar da minha própria experiência e passar algumas informações técnicas que me foi disponibilizada pelo professor de educação física, especialista em natação para bebês o querido professor Marco Aurélio Pugliese Ferreira que me ajudou grandemente com este post.


A água é um elemento bastante conhecido dos bebezinhos, Afinal, foram nove meses de contato com a água na ainda na barriga. Os pequenos saem da barriga já com reflexos e movimentando-se com grande habilidade.


Não existe para os bebês barreiras para os movimentos e sem sentir o peso do corpinho, os pequenos tem momentos de prazer e descoberta e aprendem a nadar a partir da brincadeira de mexer os braçinhos e perninhas. Classificado como completo por profissionais da área, o exercício estimula todo o corpo do bebê, além de promover tranqüilidade e momentos de intimidades com os pais ou quem os acompanha nas aulas, momentos esses que posso como mãe qualificar de únicos e mágicos, momentos que literalmente nos permitem tiras os pés dos chãos, tamanha sublimidade da interação que nos é permitida.


Mas não é só isso, dentre os motivos para matricular seu bebê nas aulas de natação, um dos principais é a segurança, sim, segurança, e você deve estar se perguntando. – O que tem a ver segurança com natação? Queridos leitores, essa mãe que aqui vos fala muito antes de ter conhecimento dessa prática para bebês, antes mesmo de engravidar do Gabriel, já se fez essa pergunta também, pois bem, a segurança que falo é a que pode evitar inúmeros acidentes e salvar vidas desde muito cedo.


Aprender a ter limites de segurança foi um dos fatores que sempre me encantaram na natação para bebês, eu tive a oportunidade de conhecer de pertinho esse esporte, mesmo antes do Gabriel vir ao mundo, aliás, ele já estava mergulhado no mundo água na minha barriga, e como ao longo de minha gestação eu pratiquei hidroginástica para gestantes e meu horário de entrada coincidia com a saída de pequeninos de mais uma aula com o professor Marco, fui presenteada com esse conhecimento e confesso que muitos dias eu chegava mais cedo só para admirar aqueles pequenos seres se deliciando naquela água quentinha e eu babando.


A prática da Natação para Bebês pode começar após os três meses de vida, trazendo-o o mais cedo possível de volta ao seu antigo habitat que, durante nove meses, foi a vida intra-uterina, onde respirava através do cordão umbilical dentro de uma bolsa repleta de líquido amniótico. Assim, estaremos dando-lhes a oportunidade de retornarem ao mundo onde eles nasceram, cresceram e se desenvolveram no meio líquido. (LIMA, 2003)


É válido lembrar que, o ideal para o futuro seria que, entre o nascimento e a época para iniciar-se a natação na escola, os pais já estivessem preparados e orientados a desenvolverem um trabalho em casa com seus filhos na hora do banho. Fazer do banho um momento em que a criança se sinta bem e feliz, transmitindo nesse contato com a água uma sensação tão grande de segurança, a ponto de ser sempre um momento esperado com alegria e prazer.


Como geralmente isto não ocorre, fica ao encargo do professor, nas primeiras aulas, esclarecer e transmitir aos pais, os cuidados que eles deverão ter em relação aos próximos banhos, pois a piscina será a continuidade dos banhos do bebê, tendo uma vantagem primordial: a mamãe ou o papai estarão na piscina (banheira) em contato corporal direto com o seu bebê, trazendo sensações positivas e dando o apoio emocional que ele tanto precisa, fortificando ainda mais entre eles, o elo de comunicação “mamãe/bebê”, que já é muito grande,. Este elo emocional é muito intenso até os dois anos de idade, como se fosse um cordão umbilical, realmente. Este cordão é rompido quando a criança, em seu crescimento, adquire sua independência, começando a descobrir o seu “eu”, adquirindo vontade própria e domínio de seus desejos, nascendo aí, uma nova “criança”. (FONTANELLI, 1985)

O Gabriel pratica desde os 5 meses de idade e eu posso dizer que foi a escolha mais acertada até agora em termos de desenvolvimento psicomotor, interatividade com outros meios, estabelecimento de limites de segurança, limites de obediência, sociabilidade, fortalecimento do organismo, enfim só tenho pontos a favor de ter matriculado o Gabriel desde tão cedinho em uma atividade tão prazerosa como essa. 


Sem contar que com o tio Marco Aurélio, as aulas sempre são divertidas, os bebês amam ele e as formas de demonstração são as mais variadas, isso é engraçado, outra coisa que notei é que cada bebê expressa de uma forma a alegria daquele momento, uns gargalham o tempo todo, outros batem as mãos na água como se fosse a maior de todas as conquistas, outros apenas observam, enquanto outros só querem saber de mergulhar, agradeço ao tio Marco pela paciência, pela compreensão do medo que tive no primeiro mergulho do Gabriel, do amor dispensado ao meu filho, da colaboração enriquecedora com esse post e acima de tudo do carinho que emana sempre em suas aulas.


A natação é o único exercício que estimula todas as partes do corpo, pois a água proporciona movimentos tridimensionais. O bebê não encontra barreiras para se mexer e também não sente o peso da gravidade sobre o corpo e aprende a nadar brincando. Nesta faixa etária nadar significa, simplesmente, movimentar braços e perninhas com ou sem apoio dos pais, além de pequenos mergulhos.


Essa adaptação, no entanto, exige duas presenças fundamentais: a de um professor especializado e dos pais. Com aulas regulares de natação desde cedo, o bebê tem seu desenvolvimento psicomotor estimulado. Os pais mergulham o bebê na piscina e ele movimenta pernas e bracinhos, sem engolir água. Além disso, o desenvolvimento emocional também é fortalecido, devido à participação dos pais em um momento tão gostoso.



É preciso elogiar com palavras de incentivo: "Muito bem!", "Parabéns!", "Que mergulho bonito". As aulas devem ter um caráter lúdico e dinâmico.

Os reflexos têm um papel importante no processo da Natação para Bebês e merecem grande atenção para tal atividade. 

Os reflexos são respostas automáticas e involuntárias, criadas por algum estímulo específico. 

Quando trabalhamos com bebês, podemos observar os reflexos em várias fases, sendo que todos eles ajudarão no processo de aprendizagem e/ou condicionamento dos bebês.
     
São eles:


Reflexo natatório: os movimentos que os bebês realizam se parecem com movimentos do nado cachorrinho, batendo pernas e braços instintivamente.  É conhecido também como “nado padrão mamífero”; (LIMA, 2003, p.30)

Reflexo de rotação: quando tocamos em algum lugar perto da boca, o bebê vira a cabeça, procura o objeto que o tocou para coloca-lo na boca. (KERBEJ, 2002, p.15)
Reflexo de moro: quando um som alto ou um movimento brusco assuste o bebê, fazendo com que ele mova rapidamente seus braços para fora, abrindo-os; (LIMA, 2003, p.31)
Reflexo de sucção: é uma reação automática do bebê se alguma coisa for colocada em sua boca. (KERBEJ, 2002, p.15)
Reflexo de glutição: o bebê não integra as ações de engolir e respirar em conjunto; ele engole ar e tem que arrota-lo. (KERBEJ, 2002, p.15)
Reflexo de Babinski: uma batida na planta dos pés do bebê faz com que ele afaste os dedos para cima, e em seguida, encolha-os. (KERBEJ, 2002, p.15)
Reflexo de preensão: tocando-se na palma da mão, os dedos do bebê se fecham firmemente em torno do que a tocou. (KERBEJ, 2002, p.15)
Reflexo de bloqueio de glote: ao se borrifar água ou, até mesmo, soprando-se no rosto do bebê, este, imediatamente, fará o bloqueio da glote e suspenderá a respiração. Tal bloqueio impede que a água chegue até os pulmões; (LIMA, 2003, p.32)

Ainda segundo o professor Marco Aurélio, podemos classificar as importâncias da natação infantil em quatro partes: corporal, motora, mental e emocional e social.
Corporal
·         Ganho de tônus muscular;
·         Aumento da resistência cardio-respiratória;
·         Aumento da capacidade pulmonar;
·         Melhora do desenvolvimento neuro-motor;
·         Estimulação do apetite;
·         Tranquilização do sono;
·         Ativação e melhora da mobilidade articular;
·         Aumento no crescimento ósseo;
·         Prevenção de doenças respiratórias;
·         Prevenção de problemas posturais;
·         Aumento da termoregulação.

Motora
·         Ativação das noções de espaço e tempo;
·         Melhora do equilíbrio;
·         Facilitação dos movimentos espontâneos;
·         Motivação para os deslocamentos;
·         Melhora a motricidade.

Mental
·         Melhora das sensações;
·         Ativação dos reflexos.

Emocional e social
·         Desenvolvimento da estabilidade emocional e da autoconfiança;
·         Melhora do relacionamento social;
·         Reforça a relação entre pais e filhos.

A presença efetiva e ativa dos pais assume um caráter decisivo para o bom andamento das aulas de natação para bebês. Na impossibilidade de ambos, pelo menos um dos pais deverá estar presente, preferencialmente a mãe, com quem o bebê terá uma relação mais forte. Por um lado, os pais são um  elemento de segurança física da criança. Dificilmente o professor poderá vigiar e controlar o comportamento de diversas crianças num meio tão propenso a acidentes, em indivíduos que ainda não estão despertos para tais perigos. (BARBOSA, 2006). Por outro, a exploração do meio aquático, a criação de autonomias motoras e afetivas não se verificam sem a presença de estabilidade emocional, sendo essa uma das funções dos pais nas aulas de natação para bebês, criando um ambiente favorável a promover a auto superação da criança.

Uma aula de Natação para Bebês deve proporcionar grande prazer e satisfação para todos (bebês, pais e professores). 


Para os bebês, por ser uma atividade recreativa e lúdica, proporcionando uma das coisas mais gostosas para eles – a brincadeira.


Para os pais, por estarem vivenciando tais atividades com seus filhos e presenciando cada evolução e a satisfação dos bebês durante as aulas.


E finalmente, para os professores, por estarem proporcionando tamanhos benefícios aos bebês e, até mesmo, aos pais.

As músicas usadas nas aulas de Natação para Bebês são acompanhadas por movimentos direcionados à melhoria de coordenação motora e aprendizagem dos fundamentos, como mergulho, flutuação, batimento de pernas e braços, etc. Cabe aos professores, variar as músicas, ou mesmo, criarem e parodiarem outras músicas já conhecidas, dando, assim, um toque especial durante as aulas, tornando-as mais originais. (LIMA, 2003)

A relação entre a natação e situações prazerosas acaba por influenciar na conduta positiva da criança perante o exercício físico, e esta contribuição se fará efetiva durante toda a vida da pessoa. (LIMA, 2003, p. 47)

E se meu bebê for especial? Posso praticar a natação para bebês?


Sim, segundo Marco Aurélio, a escola de natação é uma das primeiras “escolinhas” das crianças. Desta forma, os pais matriculam seus filhos pelos mais diversos motivos. Desta forma, frequentemente, teremos  alunos “especiais” nas classes. 


A criança especial precisa conviver socialmente com autonomia (na medida do possível) e com esse convívio quebrar preconceitos de todas as partes, a começar de seus próprios pais, dos outros adultos, e das outras crianças. Aliás, nem deveríamos falar das outras crianças, pois dificilmente se presenciará qualquer atitude discriminatória por parte delas. Ao contrário. O convívio entre elas, até mesmo sua comunicação e relacionamento em geral, só nos dariam lições diárias de como deveríamos tratar e nos relacionar com as pessoas.


      “Nunca separe as crianças especiais; dê-lhes um tratamento normal. Se não souber como lidar com elas, observe como as outras crianças o fazem.” (LIMA, 2003, p.88)


Muita atenção, recomenda o professor Marco Aurélio, seguem os cuidados que devem ser observados, independente do seu filho praticar ou não a natação para bebês:
Ø  Nunca deixe a criança sozinha dentro ou próxima da água, mesmo em lugares considerados rasos;
Ø  Mantenha baldes, recipientes e piscinas infantis vazios. Guarde-os sempre virados para baixo e fora do alcance das crianças;
Ø  Feche sempre a tampa do vaso sanitário e tranque a porta do banheiro;
Ø  Em mares, rios, represas e lagos, preste  muita atenção na criança. Fique alerta nas mudanças de ondas e correntes, por exemplo;
Ø  Sempre use colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira quando estiver em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos;
Ø  Saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água;
Ø  Instale cercas de isolamento ao redor da piscina com pelo menos 1,5 metro de altura, equipadas com portões e travas;
Ø  Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número da central de emergência;
Ø  Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;
Matricule as crianças em aulas de natação se possível. Se você não sabe nadar, matricule-se também.


Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos pais. Um mero descuido deles basta para que ocorra um afogamento; 


Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou privadas abertas; (MADUREIRA, 2001)

Espero ter elucidado um pouco o tema e entusiasmado as mamães e papais que estão cogitando a possibilidade de iniciar essa prática com seus bebês.  E você, o que acha da prática desta atividade? Ainda tem dúvidas? Comente! Um grande beijo e até a próxima postagem.



Bibliografia:
Colaboração de Marco Aurélio Pugliese Ferreira - é formado em Educação Física, pela Universidade de Ribeirão Preto – Campus Guarujá e ministra aulas de hidroginástica e natação para bebês na Clínica Phisis Baby, situada na Rua Buenos Aires nº 40 – Vila Maia – Guarujá-SP.  
MADUREIRA, F. Natação para bebês e infantil. Apostila natação 1° ano, FEFIS, Santos, 2001.
KERBEJ, F.C. Natação: algo mais que 4 nados. São Paulo: Manole,2002.
FONTANELLI, J.A.M.; FONTANELLI, M.S. Natação para bebês: entre o prazer e a técnica. São Paulo: Ground, 1985.
LIMA, E.L. A prática da natação para bebês. Jundiaí: Fontoura, 2003.

11 comentários:

  1. Parabéns pelo posts!
    Adorei!

    Amanhã vou assistir uma aula numa academia para conhecer e provavelmente ja matricular meu filho. O post me ajudou bastante!

    Obrigada!!


    Bjocas!

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  2. Morro de vontade de colocar a Isa, mas na escola dela é só a partir de 2 anos...e não encontro nenhuma escola de natação aqui em Goiania q tenha aula de natação para bebes nos sabados..... Acho o maximo!!! Amei o post!!

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  3. Amei o post. Bem explicadinho!! Queria colocar Jade tb, mas onde moro nada funciona aos sábados...

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  4. meu sonho e colocar a Anna Laura na natação, mas eu moro mal, aqui ainda não tem um escolinha de natação para bebe!

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  5. Heloísa faz natação desde os 4 meses, na próxima semana ela completa 1 aninho. Ela AMA a natação, banho, chuva, tudo relacionado à água... Alguns médicos são contra bebês muito pequenos na natação devido as infecções a que estão sujeitos. Sinceramente não vejo problema se você procurar uma boa escola/academia... Sou fisio e trabalhei com hidroterapia por 3 anos, sei que existem mais pntos positivos do que negativos. Minha filha (prematura extrema) desenvolveu muito melhor neurologicamente após a natação e sempre fica calminha, calminha, após as aulas de 30 minutinhos. Recomendo! Beijos com carinho.

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  6. Oi meninas, o espaço de vocês é genial!!!
    Bjkas,
    LIla

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  7. FH faz natação na escolinha, ele simplesmente ama piscina hehehe
    Amei o post. Beijos!!!!

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  8. Melhor post que já vi sobre tema, ficou super completo, maravilhoso. Camilinha tb faz natação no bercario. beijos

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  9. Muito bom, ficou super explicativo. A Maria Clara sempre pede para entrar na natação mas ainda não achei uma escolinha próxima para colocar a Marina tbm.

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  10. Olá....Gostei muito do seu blog....Quero saber se vc sabe de uma escola de natação infantil aos sábados - em Goiânia.

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  11. Parabéns!!! Linda matéria, minha bebê tem dois anos e dois meses, ontem ela fez uma aula experimental de natação, mas chorou muito por ser restrita somente as professoras e as demais crianças. O que vc acha sobre aulas restritas aos pais??

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