quarta-feira, 6 de abril de 2011

A mulher dos dias de hoje - by Maryna

Breve recapitulação da história da Revolução Feminina


Revolução Francesa

 
O papel social da mulher apontou seus primeiros sinais de transformação a partir da Revolução Francesa (1789), quando o gênero posicionou-se de forma significativa na sociedade. Exploração e limitação de direitos são máculas de todo o processo de emancipação feminina que, aos poucos, foi conseguindo mais e mais adeptas para a causa. Surgiam movimentos pela melhoria das condições de vida e de trabalho, bem como por participação política, pelo fim da prostituição, pelo acesso à instrução e pela igualdade de direitos entre os sexos. Sob a marcha rumo a Versalhes, as parisienses clamavam por "liberdade, igualdade e fraternidade” e pelo sufrágio feminino.


Revolução Industrial


Na segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, a absorção do trabalho feminino pelas indústrias, como mão-de-obra barata, inseriu definitivamente a mulher na dinâmica produtiva. Ela passou a ser obrigada a cumprir jornadas de até 17 horas de trabalho em condições insalubres e submetidas a espancamentos e humilhações, além de receber salários até 60% menores que os dos homens.

As manifestações operárias pipocaram na Europa e nos Estados Unidos, tendo como principal reivindicação a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. Em 1819, depois de um enfrentamento em que a polícia atirou contra os trabalhadores, a Inglaterra aprovou a lei que reduzia para 12 horas o trabalho das mulheres e dos menores entre 9 e 16 anos. Foi também a Inglaterra o primeiro país a reconhecer, legalmente, o direito de organização dos trabalhadores, com a aprovação, em 1824, do direito de livre associação. Assim os sindicatos se organizaram em todo o país.

Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, em vias de uma rendição europeia às forças alemãs, a Inglaterra teve que suportar um brutal esforço de guerra. Com os homens na linha de frente, o país não podia parar. Assim, mulheres assumiram os postos de seus homens nas fábricas e nos estaleiros, passaram a conduzir comboios ou a operar máquinas. No auge da indústria bélica, eram as mulheres que construíam os tanques, as armas e os aviões.
Passada a guerra, nada voltou a ser como antes. Uma vez acionadas em tão extremo marco de crise, não seria o tempo que as relegaria outra vez a segundo plano.


Pílula Anticoncepcional: a verdadeira revolução feminina


E a verdadeira revolução do gênero ainda estaria por vir... Audacioso, o desafio foi lançado: “o senhor criaria uma pílula contra a gravidez que fosse fácil de usar, eficiente e barata?”, perguntaram Katherine Mccormick e Margaret Sanger ao cientista Gregory Pincus. “Nós financiamos.” (Risos). Assertividade e determinação? Assim são as mulheres...

O trabalho de Pincus deu frutos e, em 1957, era aprovada a venda do Enovid-10, um contraceptivo oral vendido como um medicamento para complicações menstruais. Só em 18 de novembro de 1960 seria oficialmente permitida a sua venda como método contraceptivo.. A disseminação do uso do contraceptivo oral não foi imediato. Diante da resistência da Igreja e da sociedade patriarcal, muitas mulheres se viam obrigadas a tomá-lo à revelia dos próprios parceiros

Apenas em 1967, poucos meses antes do início dos protestos de “Maio de 68”, a venda da pílula era aprovada na França. A grande invenção, que permitiu a libertação da mulher, conduziria à grande revolução sexual inaugurada pelo “Maio de 68” e pelo "Verão do Amor".

Em 1969, a revolução sexual e a contestação à Guerra do Vietnã atingiam o seu ápice com três dias de amor, paz e música, em Woodstock, uma pequena localidade rural do Estado de Nova York.

Betty Friedman gritava de um lado, Simone de Beauvoir de outro. Entre ativismos feministas e escritos filosóficos, a década de 60 emanava transformação sob o grito de “igualdade!”. Tudo em razão de uma emblemática queima de sutiãs em praça pública... Esse “Maio de 68”...

Voltando ao ano de 2011...

As mulheres são aproxidamente 60% das pessoas formadas nas universidades. Elas ocupam cargo de chefia, cargo executivo, dirigem caminhão e são até motoristas de ônibus. Muitas mulheres ganham mais do que seus maridos ou sustentam os filhos sozinhas.
Devido ao fato da mulher querer cursar um curso universitário, fazer mestrado e doutorado, almejar promoções no trabalho, querer a sonhada estabilidade financeira, muitas mulheres adiam o sonho de se casar ou de ser mãe. Hoje é comum a mulher se casar com uma média de 30 anos e ter filhos com 35 anos.

Hoje em dia a mulher escolhe se vai ter 1, 2 filhos ou nenhum filho. E quando chega a tão sonhada hora da maternidade, a mulher precisa assumir o papel de mãe mas continuar sendo mulher, esposa, dona-de-casa, trabalhadora; e ainda precisa se manter atualizada, fazer cursos pra não ser passada pra trás no trabalho.
Mas eu tenho uma notícia ruim pra todas as mulheres – o dia ainda continua tendo 24 horas! Nessas 24 horas a mulher tem que se dedicar ao trabalho, dar atenção aos filhos e ao marido, ao menos esquentar o jantar (se esta tiver empregada), fazer o TCC, terminar um trabalho que trouxe para casa e ainda estar linda e sexy na cama! E quando finalmente ela vai dormir, ela fecha os olhos e pensa “meu dia acabou, graças a Deus agora vou descansar” ela escuta o filho chorar e se levanta. E assim é a noite toda, o filho se descobre, o filho chora, o filho acorda, o filho fica doente e no seu quarto o marido ronca e ocupada a cama na diagonal e quando finalmente você consegue dormir, o relógio desperta: “5:30”. E vai começar tudo de novo!

Você se identifica com essa mulher dos dias atuais? Conte para nós como você “se vira” nas 24 horas do seu dia? E parabéns para nós mulheres porque tem que ser muito mulher pra dar conta do que damos!

Fonte: http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/temas-especiais-20b.asp

9 comentários:

  1. Miga, eu me sinto exatamente assim, tenho que trabalhar, cuidar da Camila, chego em casa a noite mais cedo, coloco comida pros cachorros, cuido da mila, qdo maridao chega, esquento a janta, dou banho na mila, arrumo ela pra dormir, enquanto o papai faz ela mimir, faço esteira, tomo banho, e so depois disso vou descansar e ficar com o marido, acabo dormindo cedo, de tao cansada que fico. É uma rotina pesada viu, quem me dera se eu pudesse ser dondoca, kkkkkkkkkkkkkkk

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  2. Nem me fala....como disse uma #mamis outro dia...me fala quem foi essa tal q colocou fogo no sutiã!! Brincadeiras a parte, de fato a mulher sexo fragil não existe mais a muito tempo!!!

    Amei me identificar com esse post amiga!!!

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  3. Essa eu vou deixar para ler de noite em casa e comentar com calma, porque merece!
    Bjuss

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  4. Eu também sou mãe, esposa, tenho 03 filhos...trabalho em casa e dou conta de tudo....mas tudo mesmo..até do marido quando chega kkkkkkkkkkk

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  5. Olha... como dou conta? Acho que NÃO dou. Eu fico é apagando incêndio o dia todo. É o almoço pra ser feito, coisas espalhadas, lixo pra pôr pra fora, minha faculdade, um de 12, outra de 1 e 2meses, roupas pra passar, aff. Tô atarefada até o pescoço, cansada e quando olho pra minha casa parece que nada foi feito, pois enquanto fazemos uma outras estão sendo usadas/bagunçadas/sujas.

    Não devia, mas meu desejo é que a pequena faça logo 5 anos. Pq, eu, tô que não aguento mais.

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  6. Amiga, a verdade é que a gente não dá conta de tudo. é humanamente impossível. eu, no meu caso, deleguei a casa pra funcionária, e me larguei de mão, porque não dá tempo e o FH é sempre prioridade na minha vida, por opção mesmo. Eu me sinto culpada se eu deixo ele na escolinha e ovu fazer a unha, então acabo não fazendo. Nessa, eu vivo de cabelo preso, não uso mais salto, porque não é prático, enfim. Desleixo total. A única coisa que venho fazendo regularmente por mim mesma é a esteira, às 22h. Ando dormindo de meia noite às 6h, todo dia, de domingo a domingo. Nem sei como eu aguento viu?
    Amei o post. Quem mandou botarem fogo no sutiã? kkkkkkkkkk
    Beijos!

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  7. Maryna, adorei o seu post! Sabia que valeria a pena esperar chegar em casa para ler.
    Na verdade acredito que ainda á muita revolução ser feita no mundo feminino. Depois que as mulheres invadiram o mercado e passaram a fazer parte da renda da famíla o nosso trabalho dobrou ou tripicou. Infelizmente ainda hoje muitos maridos que tem a mesma jornada de trabalho "oficial" e ás vezes salarios maiores que o das esposas se acham no direito de não fazer nada em casa, ficando assim toda a responsabilidade de casa e dos filhos em cima da mulher. Com isso nós temos jornada dupla, tripla e por aí vai...
    Dizem os historiadores que a revolução feminina ou feminista teve três fases chamadas de primeira onda, segunda onda e terceira onda, cada uma a seu tempo com suas características particulares de reivindicações.
    Atualmente acho que precisamos entrar na quarta onda, onde a luta é para que os homens participem mais ativamente das atividades e responsabilidades "do lar", cuidar da casa, dos filhos, saber o que tem na geladeira, a hora de dar o remédio, lidar com a empregada... Essas coisas que invariavelmente fazem parte da vida de uma família, seja lá qual for o grau de instruçao ou o nível salarial do casal e que hoje sobrecarregam principalmentte as mulheres.
    Felizmente aqui em casa o maridão ajuda bastante, mas ainda está muito longe de assumir de igual para igual as responsabilidades de cuidar de uma família.
    Mais fontes de consulta:http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo.
    Maryna, sorry about my testament!..rsrs

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  8. Ser mulher hj é isso, é dar conta de tudo e mais um pouco! Graças a Deus maridão ajuda BEM e com meu trabalho consigo ter uma babá que é a minha versão doméstica. Então só fico com a parte Mãe, Mulher e Trabalhadora, a parte doméstica passo e já é um BOM adianto... rs

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  9. Bom eu como vcs sabem tive que deixar o trabalho em prol da saúde da Bia e meu marido me ajuda muito. Mesmo assim nem sempre dou conta. Concordo com a AlineB, apesar do meu marido me ajudar com a Bia e fazer mais umas coisas em casa eu gostaria que ele tomasse a iniciativa dos remédios, mamadeira, trocas e etc. Pq tudo eu tenho que pedir...

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