sexta-feira, 18 de março de 2011

O que Muda Depois da Maternidade - by Anne

Gerar e ter um filho é uma ocasião tão peculiar que nenhuma mulher passa por ela sem mudanças.
Alterações hormonais e de comportamento: nada será igual depois das ultrassonografias

Durante a gravidez, a ansiedade contida começa a transbordar nos últimos ultrassons. No parto, uma gama de emoções, misturadas com oscilações hormonais, provocam uma reviravolta na sua cabeça. Depois de alguns meses, quando o bebê já está acostumado com o ambiente, parece que tudo voltará a sua rotina normal. Mas a sua vida nunca mais será a mesma.

Especialistas explicam que tanto o comportamento quanto o cérebro das mulheres mudam quando elas se tornam mães. Neurocientistas da Universidade de Richmore, nos Estados Unidos, provaram que o que se dizia sobre o fato do cérebro feminino se tornar mais relapso depois da gravidez era mesmo um mito. De acordo com eles, os cérebros das mães não só continuam do mesmo tamanho, como também se tornam mais aptos para novas habilidades.
Com essa e algumas outras pesquisas em vista, a jornalista norte-americana Katherine Ellison, mãe de duas filhas, resolveu escrever o livro “Inteligência de Mãe” (Editora Planeta). Ela explica que o cérebro da mulher se aperfeiçoa em cinco áreas: percepção, eficiência, motivação, calma e inteligência emocional. Em entrevista, ela afirma que existem estudos que ligam a maternidade à melhora dos cinco sentidos e das capacidades de caça em fêmeas de mamífero. “Na verdade, fui levada a descobrir que a maternidade é um momento de aprendizado acelerado e que o nosso corpo contribui para isso”, diz a autora.
O psicólogo Marcelo Quirino explica que, por causa da prática, a mãe acaba se tornando mais tolerante. “O filho é um ser que invade a mãe, não só fisicamente, mas com seus desejos, suas necessidades, com aquilo que ele precisa. E quando a gente é invadido por um outro, o nosso comportamento tende a ficar mais paciente, mais sensível”, explica o psicólogo.
O que se precisa entender é que o corpo passa por muitos processos durante a gravidez, e que eles estão intimamente ligados com o comportamento. Martha Romiti, endocrinologista e uma das coordenadoras do Projeto de Saúde Mental da Mulher no Hospital das Clínicas, explica que o nível dos hormônios FSH e FLH – ambos contendo estrógeno e progesterona – continuam oscilando depois que a mulher dá à luz.
“De um dia para o outro, os níveis hormonais não ficam iguais aos de antes da gravidez”, diz Martha. O efeito é tão impactante que pode ser considerado como uma das causas da depressão pós-parto. Hormônios como o estrógeno e a progesterona agem diretamente no hipotálamo, onde podem, portanto, modificar a reação das mulheres a certos tipos de emoção.
Mães perfeitas

A maternidade não só provoca uma oscilação de hormônios, como também de pensamentos. Flávia Penido, psicóloga e organizadora do projeto “De Bem com a Barriga”, diz que a maternidade “leva as mulheres a um encontro com as partes mais profundas de seu ser”. A também psicóloga e escritora do livro “Tempo de Gestar” (Editora Landmark), Tânia Granato, diz que, quando se tornam mãe, a mulher tende a se questionar sobre seus próprios ideais de maternidade e a analisar como foi a sua criação.

De acordo com Tânia, existe uma grande exigência social para que as mulheres sejam “mães perfeitas”. Por isso, elas tendem a se culpar e a se achar incompetentes quando não atingem o ideal. “A própria mulher, como está imersa nessa cultura, espera dela mesma tudo isso, e fica decepcionada quando não atende à exigência”, fala a psicóloga.
E tome mudança: de paradigmas, de perspectivas, de aspirações. Se antes seu sonho era pular de bungee jump, o projeto nem passa mais pela sua cabeça. Afinal, quem vai cuidar dos seus filhos se algo acontecer? “Não é apenas o comportamento da mulher que muda. Toda a sua vida passa por uma transformação”, diz Flávia.
A preocupação da mãe será sempre constante. “Falo como mãe quando digo que as mães são mulheres que se preocupam mais – e durante mais tempo – que as outras”, brinca Katherine Ellison.

Fonte: http://delas.ig.com.br/

Tenho pesquisado muito acerca dessas mudanças, e hoje consigo entender um pouco mais sobre tudo que um hormônio é capaz de fazer no corpo de um ser humano , em especial no de uma mulher. Uma das sensações vividas por muitas mamães é a de um sentimento chamado tristeza, a famosa depressão pós parto, que não se sabe de onde vem, mas esse assunto falarei em outro post pois merece uma atenção especial.


Grande beijo a todas as leitoras!

5 comentários:

  1. Sem duvidas nosso organismo é muito complexo.....e jamais seremos as mesmas depois dos filhotes!!!

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  2. No primeiro mês depois que a Sophia nasceu, foi por muito pouco que eu não entrei em depressão pós parto. No segundo dia em casa ela "tomou o choro" perdeu o ar e ficou toda molinha. Achei que ela fosse morrer. Corri com ela para o pronto socorro. Eu chorei compulsivamente três dias por causa disso. Meus pontos inflamaram, quase tive que abrir novamente, tive mastite, e além disso ela demorou 20 dias para pegar o seio! Imaginem passar por tudo isso e mais o sofimento de uma mãe vendo que o seu bebê não quer mamar e a gente entrando naquela msitura de culpa/frustração/medo por não querer dar leite artificial e ao mesmo tempo não querer que seu bebê passe fome. Era tudo isso junto com todas as mudanças que já ocorrem naturalmente no nosso organismo e na nossa rotina. Ou eu eu já sou destrambelhada mesmo, ou fui muito forte de conseguir me centrar e não entrar em parafuso. E não se enganem, é fácil, fácil, uma mulher ter DPP, não precisa de muita coisa para startar este processo. Felizmente essa fase já passou depois disso tudo estou curtindo muito a minha filhota.

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  3. Com a maternidade muda tudo mesmo. Na minha opinião, é fundamental o apoio da família, ainda mais com o primeiro filho, quando absolutamente tudo é novidade. Eu vivi uma confusão enorme com essa coisa do amamentar e o FH sofreu muito com tudo isso. Até hoje eu me arrependo. Mas nesse ponto meu marido foi um anjo, porque ele esteve firme do meu lado o tempo inteiro, me apoiando. não fosse isso eu teria caído numa DPP profunda, porque eu chorava todos os dias no primeiro mês com o FH no colo. Graças a Deus essa fase passou e hoje ele tá aí, lindo demais, forte e saudável! Adorei o post amiga! Beijos!

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  4. Eu tb passei por uma fase "trash" no primeiro mês com a Rafa, acredito que foi um princípio de DPP sim. É uma confusão de sentimentos tremenda, a gente chora sem saber por que, se sente triste e ao mesmo tempo feliz, confusa... esses hormônios nos deixam transtornadas mesmo! Mas graças a Deus minha GO me receitou um remedinho que me fez acalmar bastante e enfrentar esse início da maternidade muito bem. Ser mãe é padecer no paraíso MESMO!!!

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  5. pra mim tb nao foi facil o primeiro mes nao, mas gracas a Deus superei tudo e hoje me sinto ate pronta pra outra, kkkkkkkkkkkkkk

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