domingo, 20 de março de 2011

Alimentação Infantil a Partir de 1 Ano de Idade – Parte I - by Aline Berg


Acho que a maioria, senão todas, as mamães colaboradoras do nosso bloguinho já passaram pela fase de introdução dos alimentos sólidos. E, convenhamos, é uma fase bem chatinha e que pode se tornar extremamente difícil se o bebê não tiver muito boa aceitação dos alimentos. Juntando-se a isso, a nossa preocupação com a saúde e o crescimento dos nossos bebês e aquela fase torturante que é o rompimento dos primeiros dentes, muitas vezes exageramos nos cuidados ou corremos o risco de perder a paciência após algum tempo.

Eu tive sorte com a Sophia na questão dos alimentos salgados, porque ela simplesmente adora! (Já com o leite a relação não é a mesma, nem mamadeira ela está querendo mais!). Tivemos as mesmas dificuldades de recusa nos primeiros dias, principalmente com as frutas. Mas na terceira semana eu resolvi partir, por conta própria, (pediatras, não leiam isto!) para as papinhas salgadas, que ela amou! E daí passou a gostar das papinhas de frutas também.

Eu sempre tive duas preocupações conflitantes desde que ela nasceu: a primeira, se ela estava se alimentando bem, se estava suprindo todas as necessidades e ficando satisfeita após as refeições/mamadeira e a segunda diretamente oposta, se eu não estaria exagerando na quantidade de comida ou na mamadeira. Ô vida de mãe!

Apesar disso, sempre tive em mente (e vim a confirmar esses dias), que nenhum bebê come por gula. Até os dois anos a criança sabe exatamente quando está satisfeita e a partir daí não quer mais comer naquele momento. Se nós tivermos consciência disso e não forçarmos a criança a comer em excesso, ela aprenderá a identificar e respeitar este limite até a idade adulta, correndo menos riscos de se tornar uma pessoa obesa.

Lá em casa estabeleci uma regra básica: ela tem que comer pelo menos a metade da porção (mamadeira da manhã, almoço ou jantar). A partir daí o que vier é lucro! Se comer tudo, ótimo. Se não quiser mais, não come. Mesmo assim eu ofereço alguma coisa de sobremesa, uma fruta, danone ou geléia de mocotó e pronto. Ela está alimentada e eu sem culpas.
A minha preocupação com isso tudo não é á toa, eu tenho sobrepeso, meu marido tem excesso de sobrepeso...hehe e toda a nossa família tem a mesma tendência (além das consequencias disso: casos de hipertensão, diabetes, infartos e etc...)
Alguém tem alguma dúvida de que se eu bobear a Sophia também vai ser uma adolescente gordinha???
Agradeço à minha mãe por ter me ensinado com aquele jeitinho carinhoso (se não comer apanha!) a experimentar e até gostar de todo o tipo de alimento, mas infelizmente junto com isso tinha aquela regrinha terrível: “Coma tudo! Não deixe nenhum grão de arroz no prato!”. Por isso hoje eu vivo em esquema de dieta eterna. E eu não quero criar a minha filhota assim.

Por isso, desde que ela começou com os alimentos sólidos eu li muito sobre o assunto porque sempre tive aquela preocupação terrível para não exagerar para mais nem para menos.

Nós que temos bebês nesta faixa entre os 6 meses e 1 ano e meio, passamos por uma fase meio complicada que é o nascimento dos primeiros dentes.
“O surgimento dos dentes ocorre mais ou menos aos 6 meses de idade e os primeiros a aparecer são os incisivos centrais inferiores. Depois aparecem os incisivos centrais superiores, seguido pelos incisivos laterais inferiores. Por volta de 1 ano e meio surgem os incisivos laterais superiores. Então começa a erupção dos dentes mais posteriores como os primeiros molares, os caninos e os segundos molares. Aos 3 anos, seu filho terá todos os dentes de leite. Ao todo, são 10 dentinhos na arcada de cima e 10 na arcada de baixo.”
Muitos bebês tem o primeiro dentinho bem cedo, mas alguns podem ir até o 1º ano de idade sem dente nenhum na boca! Totalmente normal, para o nosso desespero de mãe...hehe Principalmente até os primeiros 18 meses de vida, o bebê só tem os dentes da frente e, acredito eu, a mastigação não deve ser uma coisa nada fácil.
São longos três anos em que a criança já come a comidinha sólida, (mas nem tanto), já que ela não tem todos os dentes. Além disso, temos todo o desconforto que ocorre devido ao rompimento dos dentinhos: febre, falta de apetite, recusa de certos alimentos, a criança fica enjoadinha e por aí vai, né? E é nessa hora que a coisa complica.

A Sophia, por exemplo, come muito bem, mas se tiver alguma coisa mais durinha ela fica enrolando na boca até cuspir fora. Isso é bom porque ela raramente engasga, mas pode ser um ponto de dificuldade na alimentação, porque ainda rejeita os alimentos que não foram bem amassados na papinha. Apesar disso, ela come biscoitos, torradinhas, verduras em pedaços como brócolis, couve-flor, macarrãozinho, é só dar na mãozinha dela que ela come. Isso quando não vem roubar do meu prato (safadinha!).
E é justamente nestes dias que eu fico pensando se estou certa de continuar dando os alimentos amassadinhos ou se já deveria começar a dar pedaços inteiros e macios para ela comer na refeição principal. Definitivamente ainda não cheguei á nenhuma conclusão sobre isso. Estou pesquisando ainda!

Vi na internet, alguns posts sobre comidinhas para comer com as mãos, que teoricamente podem ser dadas a crianças na faixa de 1 ano para frente, para estimular o interesse pelos alimentos e incentivar a mastigação. Junto com isso as receitas e dicas para ajudar o seu bebê a se adaptar à nova realidade que está por vir, que é ter dentes. Afinal de contas eles não foram feitos só para morder os coleguinhas da creche, não é?


No próximo domingo: Dicas de alimentação e receitas de comidinhas para comer com as mãos.

Fontes de pesquisa:
http://guiadobebe.uol.com.br/bb1ano/primeiros_dentinhos.htm
http://www.comerparacrescer.com/

5 comentários:

  1. Amiga, amei seu post.
    Aqui em casa eu vivo um drama ao contrário: o FH come mega bem, como até demais, na minha opinião hehehe Mas o metabolismo dele é acelerado demais, e aí ele nunca consegue engordar o esperado pra idade dele. Aí vem a preocupação com a "falta do peso" hehehe O FH só veio ter dentes com 9 meses, mas desde os 5 eu estimulo a mastigação e hoje ele come comida normal de casa mesmo, sem precisar ficar amassando nada, mesmo tendo só 4 dentinhos ainda.
    Eu procuro não ficar com muita neura, porque eu fui criada cheia de neuras e hoje eu tenho um monte de traumas ocm relação à comida e ao meu peso. E eu também não quero criar meu filho assim. Parabéns amiga! Beijos!!!!

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  2. Miga, adorei
    agora estou ansiosa pra chegar o proximo domingo
    bjs

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  3. Vivo esse mesmo dilema....nunca sei qdo ela ja comeu o suficiente, e tenho tbem problemas para ela comer se não estiver totalmente esmagadinho...coisas solidas na mão ela come, mas se tiver algo mais firme no meio da comidinha ela fica procurando com a lingua ate achar e tirar da boca com a mão.....já não sei mais o q fazer!!! Amei o post!!!

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  4. A Jade tb foi fácil a introdução de alimentos, tanto doce quanto salgada, mas teve alguns momentos de recusa de comida que é realmente intrigante, eu simplesmente não entendia porque ela rejeitava, dente? não gostou? Mas passou (eu acho!). Amei o jeitinho "carinhoso" da sua mãe. kkkk A minha tb era assim!

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  5. Aqui foi fácil introduzir os alimentos, o problema é a comida sólida, bia não come ainda o suficiente pela PE dela ela já comeria comida normal, mas não dá ainda...

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