quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Como colocar limites nos nossos pequeninos - by Luana

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Assim como o planejamento de ações futuras, as regras também são essenciais para as crianças. Elas estão na fase de fazer a distinção entre certo e errado, bem e mal. Nesse sentido, precisam de diretrizes nítidas entre o que é bom, é certo, e o que é mal e errado, mesmo que mais tarde isso venha a ser questionado. Os limites devem ser deixados bem claros.

Se as crianças têm sob seu controle os adultos com quem convive, achando que podem mandar neles, acabam sentindo-se angustiadas, inseguras e desprotegidas. Na verdade, têm alguma noção de que são pequenas e precisam ser cuidadas. Se elas assumem o controle da situação, quem serão as pessoas a assumirem a responsabilidade de cuidar delas? Os pais de crianças pequenas, encontram, freqüentemente dificuldades em disciplinar o filho; às vezes, têm dúvida até se devem discipliná-lo mesmo. Disciplinar é diferente de castigar, que geralmente implica infligir dor física ou privar a criança de alguma coisa. Todos os pais, num ou noutro momento, acabam infligindo algum tipo de castigo aos filhos.

Se esse castigo for a exceção e não a regra, a criança provavelmente vai entender corretamente que dessa vez foi longe demais. Às vezes, é até positivo, pois faz com que ela entenda que a paciência dos pais não é inesgotável. Por outro lado, estar sempre dando-lhes palmadas fará com que ela se torne mais rebelde ou, pior, irá ensinar-lhe que só o que importa é a força física. Parte da tarefa de educar consiste em saber dizer "não". Nesses momentos, tem-se que tolerar a raiva da criança em ser contrariada e frustrada. É importante que os pais, de um modo geral, concordem a respeito dos limites a serem impostos. Para a criança é muito confuso quando um dos pais é muito tolerante, deixando que o outro, o que impõe a disciplina, seja o "mau". Economize os "não pode", deixando-os só para coisas importantes, especialmente para as relativas à segurança da criança. Tente não demonstrar culpa se precisar dizer-lhe "não".

Não espere que elas sejam perfeitas; elas ficam zangadas quando os adultos esperam delas o entendimento do mundo, pois este pode ser ainda muito confuso. O conceito moderno de disciplina é um processo de ensino e aprendizado em que pais e filhos funcionam respectivamente como mestres e discípulos. Os pais precisam se conscientizar de seu papel, a palavra-chave é comunicação emocional. As qualidades de um bom preparador emocional são amor, carinho, paciência e otimismo. Ele deve ser flexível, dar explicações, repetir as explicações e principalmente ouvir. Ouvir não é somente escutar as palavras e, sim, é entender o que elas querem dizer e o que está por trás delas. Ser mãe ou pai é estar presente nos momentos importantes, mas é também estabelecer limites.

Os pais, quando necessário, devem reprimir as ações incompatíveis, mas não os desejos e emoções, que devem tentar compreender. A disciplina só pode se desenvolver quando a criança compreende a razão de certo comportamento e o motivo por que não deve comportar-se daquela forma. Ao apanhar a criança só aprende a não apresentar esse comportamento. Segundo pesquisas, aquelas que apanham regularmente tornam-se reprimidas e tímidas, parecem estar sempre esperando apanhar e são mais vulneráveis a "gozações" de outras crianças e adultos. A criança educada para esperar disciplina e não punição desenvolve, com o tempo, autodisciplina, pois aprende a analisar as coisas, ou seja, são-lhe oferecidas estratégias para que ela possa lidar com situações difíceis. Ela começa a desenvolver a consciência, passando a se sentir culpada quando faz algo errado, diferentemente daquela que é sempre punida, a qual, quando faz algo errado, geralmente evitará ser descoberta.

Fonte: http://www.vidadecrianca.com.br/

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