terça-feira, 25 de maio de 2010

Estudo sobre crianças que ficam em bercários - Maryna

Meninas, retirei esse texto lá do E-family, fórum dos bebezinhos, é da usuária Pedagoga:

Talvez um dos primeiros momentos mais difíceis na vida dos pais seja a hora de decidir com quem deixar o filho para a mãe voltar ao trabalho. E pensar na possibilidade de ele ficar com a avó ou ter que deixar o emprego parece mais tranqüilizante. Mas um estudo realizado por pesquisadores do Instituto da Educação, da Universidade de Londres, revelou que é melhor para as crianças ficar em berçários do que partir para esta escolha.

A análise foi feita com 4.800 crianças nascidas em 2008 e 2009 cujas mães trabalharam quando elas eram bebês. O resultado mostrou que aquelas cuidadas pelos avós e que ficaram com as mães em casa nos primeiros nove meses apresentaram mais problemas de comportamento, como hiperatividade e dificuldade de se socializar, aos 3 anos de idade, independente do nível social.

As que ficaram em berçários se mostraram mais preparadas para a vida escolar e, ao verificar sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas, elas ganharam mais pontos em relação às do outro grupo.

A avaliação do que é melhor, no entanto, não é tão simples assim. Sempre existirão o lado negativo e o positivo na sua escolha. É preciso tranquilidade. “Os pais não podem ficar obsessivos para encontrar a solução perfeita para a criança. Será preciso pesar os prós e contras e quais os contras que são mais significativos”.

Quando a criança fica só com um adulto em casa ela receberá uma atenção maior, terá tudo mais prontamente, não se frustrará tanto, porque a chance de quem cuida dela ceder aos seus desejos é grande. Já, na escola, com mais outras crianças para dividir a atenção do professor, ela aprende a esperar a sua vez e entende que não está sozinha no mundo. “Essas são condições básicas de socialização.E passar por situações frustantes e ter de lidar com elas ajuda a lapidar seu caráter, tornando-a mais tolerante e mais pronta para viver em sociedade”.

Segundo dados da pesquisa, na escola também há um ambiente propício para o aprendizado, com profissionais treinados para estimular as crianças e desenvolver suas habilidades sociais. O grande estímulo, no entanto, é conviver e interagir com outras crianças da mesma idade. “Quando recebemos na escola crianças de 10 meses que só ficaram com adultos em casa percebemos uma grande diferença em seu comportamento. Ela é mais medrosa e menos ‘solta´ em relação àquelas que vieram de outras instituições”.

Isso não significa que ficar com os avós ou com a mãe é ruim. É preciso bom senso. Neste caso, para que a criança não tenha tanta dificuldade para enfrentar uma escola mais tarde, será importante trabalhar seus limites em casa. Só não vale cobrar essa atitude dos avós. “A criança vai se beneficiar do carinho e afeto desses familiares, mas a sua personalidade, ficando em casa ou na escola, é resultado de uma série de fatores, e a educação é sempre responsabilidade dos pais”.

Mais palavras no vocabulário

Outra parte do estudo abordada pelos pesquisadores é que o vocabulário é melhor daquelas que ficam com os avós ou com as mães em casa.

A criança adquire a linguagem imitando, se expondo, falando. Na escola, ela vai desenvolver um vocabulário mais infantil, até pelo fato de conviver mais tempo com crianças da mesma idade, que ainda falam errado. Já, se fica mais com adultos, terá um vocabulário mais apurado, o que vai depender do grau de instrução de quem cuida dela. Porém, em casa ou não, o jeito de a criança se expressar vai depender sempre da maneira como os pais conversam com ela.

Outro detalhe é que os pais ao procurarem o berçário ou escola deve escolher ambientes propícios para sua idade. É recomendável escolher escolas pequenas, onde o princípio da afetividade é maior e mais desenvolvido. Quanto maior a escola, mais difícil trabalhar a afetividade. Ambientes muito grandes gera desconforto e medo. Não esqueçam que é nesta idade que o desenvolvimento da personalidade é formada.

Estudos mostram que os pais tendem a procurar atividades e espaços que seus filhos não necessitam nesta idade.

É recomendado que natação, inglês e outras atividades sejam realizadas em ambientes fora da escola. É recomendado que aprender inglês seja numa escola específica de inglês e que a natação seja em ambiente profissional.

Não se recomenda até os 6 anos de idade nada que tenha luta ou que desenvolva agressividade na criança. Ou seja, nada de colocar seu filho no karate, judô com menos de 6 anos.
 
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Meninas, eu estou levando a Bia no berçário desde 1/4, percebo que os horários dela estão mais regulares, ela dorme mais cedo, acorda mais cedo, se alimenta melhor em casa e fica mais tempo quieta sozinha, sentada numa cadeirinha ou bebê conforto.
Ela não chora no berçário, a não ser que esteja com sono, coisa que ela faz em casa também. E ela não chora de fome lá, pois nem dá tempo. Ela fica só meio período, ela mama  ás 7h antes de ir pra lá, lá vás 9h ela come fruta e toma suco, ás vezes 10 ela mama, e almoça ás 11:00, ás vezes mama á 11:40 antes de eu a buscar. SE ela não quis mamar, eles mandam uma mamadeira feita pra eu dar no ônibus.
 
Voltar a trabalhar para mim tem sido ótimo. E eu fico muito mais feliz quando estou com a Bia agora do que quando eu estava com ela o dia todo. É muito bom distrair a cabeça com outras coisa que não sejam apenas mamadeiras, chupetas, papinhas, fraldas, etc... 

5 comentários:

  1. Parabéns pelo texto, super instrutivo!!!! concordo plenamente!
    bjos

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  2. oi miga
    concordo com vc acho importante tb a gente ter as nossas coisas, eu mesma to me descabelando aqui, kkkkkkkkkkkkkk

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  3. Ah amiga, eu também concordo com você, não tenho nenhuma dúvida em deixar o Francisquinho na creche.
    Sei que agroa eu estou com um aperto no peito, mas eu sei que você tem toda razão, que vai fazer um be enorme pra mim voltar a trabalhar. E o Francisquinho vai ter uma mamãe muito mais feliz e mais dedicada.
    Amo você!
    Beijos!!!!

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  4. eu queria tambem deixar a Laurinha num berçario,mas quem disse que aqui tem?
    to no dilema com quem deixar minha princesa,to sem muitas opções!
    o texto é muito bom, parabens

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