terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Depressão Pós-Parto - by Camila

Vou colocar alguns trechinhos aqui do Livro "O que esperar quando você está esperando" sobre a DPP, pois algumas mamães podem sofrer deste mal sem saber ao certo.

"Pode-se dizer que aproximadamente 60-80% de todas as novas mamães sente certa tristeza, em pelo menos uma ocasião, em um dos momentos mais felizes de suas vidas. É o paradoxo da DPP.
Os hormônios, tão amiúde implicados na oscilação de humor das mulheres, talvez ofereçam uma explicação parcial e racional para esse estado de melancolia puerperal, que caracteriza por sintomas que podem incluir tristeza, choro, irritabilidade, inquietação e ansiedade. O teor de estrogênio e progesterona declina precipitadamente depois do parto, podendo aí residir a causa da depressão.
(...)
A seguir algumas possíveis sensações:
- O desapontamento em relação a você mesma e/ou ao parto;
- O desapontamento para com o bebê;
- A sensação de anticlímax;
- Desvia-se da gestante, agora mãe, o foco das atenções;
- A hospitalização;
- Exaustão;
- Sensação de inépcia;
- As dificuldades de aleitamento;
- O pesar pelo que se perde;
- A aparência infeliz;
- Ajustes no relacionamento.
(...)
Só uma coisa se pode dizer de bom a respeito da DPP: além do fato de ser normal e comum, não dura mais que 48h para a maioria das mulheres e, ocasionalmente, até 2 semanas. Embora não haja remédio a não ser esperar que passe, há formas de mitigar essa tristeza:
- Esqueça a culpa: tornar-se mãe é um grande desafio, e praticamente todo mundo ainda tem muito o que aprender. E mesmo que você aprenda, não espere por perfeição! Pais e filhos perfeitos não existem! Aceite esse fato e tudo parecerá mais fácil.
- Se a depressão chegar no hospital, tente providenciar um jantar a dois, no quarto do hospital, se possível; limite as visitas quando as conversas começarem a irrita-la, mas não se a alegrarem. Se for o hospital que a deprime, peça logo alta.
- Combata a fadiga e aquele sentimento de assoberbamento aceitando a ajuda dos outros.
- Siga uma dieta para preservar suas energias (com pelo menos 500 cal a mais para quem amamenta). Evite o açucar e as bebidas alcoólicas.
- Chore, se sentir vontade! Mas ria também!
- Experimente a meditação ou outra técnica de relaxamento para ajuda-la a recuperar a calma quando sentir que está começando a perde-la.
- Encontre uma babá e saia para jantar com o marido, se possível. Se não for possível, faça de conta. Mande vir de fora o jantar e crie um ambiente de restaurante. E procure manter o bom humor caso o bebe interrompa o interlúdio romântico.
- Arrume-se para sentir bem.
- Saia de casa, Vá passear com o bebê ou sem ele, se alguém se dispuser a tomar conta dele.
- Se aparecer bom compartilhar a tristeza, procure outras mamães como você e converse. Se não tiver nenhuma amiga na mesma condição, faça novas amizades. (...) Ou tente falar com alguém da internet.”

Bom, o livro fala muito mais da Depresão Pós-Parto e com certeza a internet está cheia de outras fontes. O mais conveniente é conversar com um médico e vê como você está, pois somente ele poderá identificar com certeza seu quadro e receitar o melhor remédio, seja ele químico ou apenas contato físico!

Um comentário:

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